A Grain of Wheat Ministries

A Grain of Wheat Ministries


Início Sobre Nós Publicações MP3 Pedidos Contato




ANTICRISTO













UMA OBSERVAÇÃO



Atualmente, muitos crentes confessam que não compreendem as profecias bíblicas. Ao mesmo tempo, muitos admitem que nunca as leram. Isto se torna um tipo de círculo vicioso. Não as leem, porque não as entendem; e não as entendem, porque não as leem.

Se não meditamos na Palavra de Deus, fica difícil que Ele nos revele o que as profecias significam. Se não nos familiarizarmos com as passagens proféticas da Bíblia, será praticamente impossível para Deus nos trazer esclarecimentos a respeito delas.

Mas há uma solução simples para isso. Quando diariamente reservamos tempo para a meditação na Palavra de Deus, podemos também incluir passagens proféticas. Embora não as compreendamos totalmente, pelo menos iremos nos familiarizar com os versos.

Com o passar do tempo e com o desdobrar dos acontecimentos, perceberemos que Deus começará a nos falar a respeito dessas passagens, como Ele já faz em relação a outras partes da Bíblia. Logo descobriremos que nossa compreensão a respeito delas começará a ser frutífera.






ÍNDICE








PREFÁCIO




Neste livro, estaremos investigando as pessoas e eventos envolvidos no fim desta era. É possível que muitas das ideias aqui apresentadas sejam novas ou diferentes daquilo que você ouviu no passado. Tendo isto em mente, este autor gostaria de lhe fazer um pedido: Por favor, não simplesmente reaja emocionalmente a estas coisas. Não feche os seus olhos espirituais e a sua mente.

Ao invés disto, pesquise as escrituras por si mesmo. Leia e releia as passagens bíblicas. Familiarize-se com elas. Não há necessidade de tomar a minha palavra como autoridade. Pese o que é dito aqui por si mesmo. Abra a Palavra de Deus e o seu espírito para Ele e permita que Ele lhe mostre qualquer coisa que você precisa ver.

Ao nos aproximarmos do final desta era, parece lógico que o Senhor esteja trazendo mais e mais revelações ao nosso entendimento. Sem dúvida, ao vermos os dias finais se aproximando, estas coisas se tornarão cada vez mais claras.

No entanto, muitas revelações proféticas são compreendidas com clareza somente depois do desdobramento de todos os eventos ou enquanto eles estão acontecendo. Por exemplo, muitas das profecias concernentes à vinda do Messias foram compreendidas somente quando elas estavam se cumprindo ou mesmo depois da Sua morte. Portanto, embora possamos ser capazes de perceber com antecedência algo daquilo que vai ocorrer, ninguém jamais terá uma compreensão completa, com todos os detalhes, de todos os eventos futuros.

Com certeza, Deus vai mostrar aos Seus servos muitas coisas que vão acontecer. Entretanto, a compreensão completa virá somente, inevitavelmente, depois da ocorrência do fato.

Como qualquer discussão sobre o futuro, este autor irá ceder, de vez em quando, a certa conjectura. É quase inevitável que, ao lermos as escrituras proféticas, tentemos imaginar como elas poderão se enquadrar à situação do nosso mundo atual. O resultado é que sempre há algum grau de suposição.

Quando escrevermos algo com incerteza, ou quando algum grau de especulação for expresso, isso será indicado pelo uso das palavras “possivelmente”, “pode ser”, “talvez” etc. O leitor deve compreender que quando tais palavras são usadas, o autor está fazendo um tipo de suposição catedrática sobre o futuro. Tal especulação não deve ser tomada como fato.

Farei todo esforço, nesta obra, para afirmar com clareza quando o registro bíblico é bastante claro e quando algum grau de imaginação está sendo empregado.

D.W.D.








1.



AS PROFECIAS






PARTE 1: O CARNEIRO E O BODE




Alguns anos atrás, eu estava fazendo um voo internacional para Londres. Ao meu lado, no avião, estava uma jovem. Durante o longo vôo, ela começou a me falar sobre o pai dela. Seu pai foi um juiz. Há pouco tempo ele tinha perdido a esposa, por causa de um câncer, creio. Ele tinha se aposentado recentemente do magistrado e decidido fazer uma viagem à Inglaterra, talvez para distrair sua mente da recente perda. Já em Londres, enquanto deixava uma calçada para atravessar uma rua, ele olhou para a esquerda, como costumeiramente fazia para observar o tráfego. Não vendo qualquer veículo, ele prosseguiu em direção à rua, onde foi atropelado e morto por um ônibus que vinha da outra direção.

Veja bem, ele estava olhando para a direção errada. Consequentemente, estava cego com relação a um dos lados. Ele estava olhando para a esquerda, como teria feito nos Estados Unidos, e não para a direita, como deveria ter feito na Inglaterra. A explicação para isto é que o tráfego na Inglaterra flui em direções opostas ao dos Estados Unidos.

Há uma pequena lição espiritual aqui: Muitos cristãos incorrem no mesmo perigo de estarem com uma visão errada quanto à vinda do Anticristo e quanto aos eventos do final dos tempos. Por que? Porque eles estão olhando para a direção errada. Devido aos ensinamentos que receberam, eles estão com a atenção voltada para a vinda de Jesus, associando-a a certos eventos, para o cumprimento de algumas profecias. Mas muitos destes ensinamentos parecem estar equivocados. Há grande possibilidade de que esses crentes estejam mal-informados e, portanto, mal- direcionados.

Muitos estão procurando hoje por um “Império Romano revificado”, que se levantará para ser o reino do Anticristo. Outros crêem que haverá, em breve, “um governo mundial”, talvez com as Nações Unidas assumindo o controle do mundo. Outros ainda acham que o Anticristo será um cristão apóstata ou ex-judeu. Muitos parecem pensar que algum tipo de “microchip” será a marca da besta. Todavia, quando nós olhamos cuidadosamente para as profecias concernentes a essas coisas, um quadro totalmente diferente emerge.

Este livro é uma tentativa de prover um novo ponto de vista concernente aos tempos do fim. Aqui, investigaremos, a partir das escrituras, a localização exata de onde o Anticristo deve se levantar. Em seguida, veremos onde precisamente os seus dez reis e seus reinos serão localizados. Isso, então, capacitará os crentes a olharem para a direção correta e a não serem surpreendidos quando esses eventos começaram a se desenrolar.

Há hoje muita confusão e especulação, na igreja, sobre o futuro Anticristo. Entretanto, muitas das escrituras concernentes à sua pessoa e ao seu surgimento em breve são bastante claras e fáceis de compreender. Essas coisas não são tão misteriosas e difíceis como parecem.

Enquanto investigamos juntos algumas das profecias do Velho e do Novo Testamentos, não se sinta, por favor, intimidado por elas. Num primeiro momento, as imagens de bestas, chifres etc., podem parecer um pouco assustadoras.

No entanto, a Bíblia usa essas imagens de uma forma lógica e consistente. Em muitos casos, elas são quase tão simples como uma estória infantil, usando figuras e quadros, tais como animais, para explicar o futuro. Tão logo você entenda como essas figuras são usadas para tipificar certos reinos e líderes, tudo ficará bem fácil de ser compreendido.

Embora este autor não reivindique compreender cada detalhe de cada verso, as verdades que estudaremos juntos são bastante descomplicadas.


DE ONDE VIRÁ O ANTICRISTO?



A primeira coisa que é muitíssimo clara, ao lermos as profecias do livro de Daniel, é onde se originará o Anticristo. Ele se levantará no Oriente Médio. Isso está correto. O Anticristo não virá de Roma, da Europa ou de qualquer outra parte do globo, mas claramente se levantará do Oriente Médio.

Por favor, lembre-se deste fato, porque ele é uma chave importante para entendermos os eventos que se revelarão no fim desta era. Agora vamos olhar as escrituras que nos ensinam esta verdade. Se você não está intimamente familiarizado com elas, é possível que você ache a discussão seguinte mais fácil, se separar algum tempo para ler o capítulo 8 de Daniel neste instante.

O lugar de origem do Anticristo é, talvez, o que é mais evidente na visão que encontramos no capítulo 8 de Daniel. Esta visão diz respeito a dois animais: um cordeiro, que tem dois chifres; e um bode, que tem um grande chifre. Na visão, o bode ataca o carneiro e o destrói.

Um anjo explica a Daniel o que estes dois animais representam. Ele diz: “Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e Pérsia” (Dn 8:20). Assim, o cordeiro é o império Medo-Persa, e os dois chifres representam os dois líderes deste império. Este é o império que conquistou a Babilônia nos dias de Daniel (Dn 5:30,31). O bode representa o império de Alexandre, o Grande. O anjo explica: “...mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei” (Dn 8:21).

Este é um fato histórico: Alexandre, o Grande, conquistou o império Medo-Persa. Este, então, é o cumprimento dessa visão profética do livro de Daniel, isto é, o bode destruindo o carneiro. Isso é muito simples e de fácil compreensão.

O reino de Alexandre teve a Grécia como base. Da Grécia, o seu reino se expandiu para o leste, para o que hoje é conhecido como a Turquia, o Iraque, o Irã e o Afeganistão – todos no caminho para a Índia. Ele também conquistou o sul, incorporando o Oriente Médio e o Egito.

É válido pontuar aqui que o reino de Alexandre incluía muito pouco da moderna Europa. A extensão do império de Alexandre pode ser vista a partir do mapa a seguir.





Mais tarde, nesta mesma visão, é revelado o que aconteceria a Alexandre. Ele estabeleceria um tremendo império, estendendo-se da Grécia à Índia e descendo até o Egito. Mas o que aconteceria, então? Vemos na profecia que o grande chifre do bode, representando Alexandre, é quebrado. Isso ocorre depois que ele se torna “muito grande” e “forte” (Dn 8:8). No lugar deste chifre de bode, quatro outros chifres aparecem. O que isso poderia significar? Isso também tem uma interpretação lógica e simples.

É um fato histórico que Alexandre morreu repentinamente, no auge do seu poder. Debate-se a forma como ele morreu: Se num estado de embriaguês, por algum acidente ou veneno, não se tem certeza. Nós provavelmente só saberemos isso mais tarde. Mas o que é importante aqui é que ele morreu abruptamente. Após a sua morte, o império foi dividido entre os seus quatro generais.

Isso também é predito pela Bíblia: “...quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu” (Dn 8:8). Os quatro chifres aqui representam os quatro novos líderes. Dessa forma, somos informados pela profecia de Daniel sobre alguns eventos que já se tornaram história.

Vamos pausar um minuto e fazer um breve resumo. Primeiro, somos informados sobre o império Medo-Persa (o “carneiro”). Depois, é mostrado que ele seria destruído por Alexandre, o líder da Grécia (o bode). Em seguida, somos informados que Alexandre morreria repentinamente e que seu reino seria dividido em quatro partes, que, agora sabemos, foram lideradas por quatro dos seus generais.

Por que esta história antiga nos interessa? A razão é que ela nos mostra claramente de onde o Anticristo virá. Ele se levantará de um território de um destes quatro generais.

Por favor, preste cuidadosa atenção a isto: O Anticristo virá de uma das partes do império de Alexandre. Nós sabemos disso por causa da escritura, que diz: “...de um dos chifres [referindo-se aos quatro chifres] saiu um pequeno chifre, e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa [que, provavelmente, significa Israel]” (Dn 8:9).

Nas escrituras, o Anticristo é frequentemente mencionado como o “chifre” ou “pequeno chifre” (Dn 7:8,11,20,21; 8:9). Está claro que este “pequeno chifre” é o Anticristo, por causa de suas atividades, as quais são descritas em Daniel 8:10- 13 e também nos versos do capítulo 7, que foram listados acima.

Somos explicitamente informados aqui que o “pequeno chifre”, que representa o Anticristo, virá de alguma parte do mundo que pertencia ao império de Alexandre. Ele virá do território de um dos quatro “chifres”. Isso nos dá uma direção clara para a qual olhar. A visão que Daniel teve não focaliza a Europa, mas partes do globo que estão ao “leste” e ao “sul” da Grécia, isto é, o Oriente Médio.

Essa é uma pista muito boa. Mas Deus não nos deixa especular sobre isso. Ele define ainda mais exatamente de onde o homem do pecado virá. Ele nos fornece uma profecia ainda mais explícita, a qual examinaremos na próxima seção.



PARTE 2: UMA PROFECIA HISTÓRICA




Nos dois capítulos de Daniel, que nós estudaremos aqui, Deus nos revela com detalhes o lugar de origem do Anticristo. Ele traça para nós uma linhagem, começando novamente com os Medo-Persas e Alexandre, passando por seus sucessores e chegando, finalmente, até ao próprio Anticristo. Mais uma vez, essas coisas são simples de serem entendidas. Enquanto prosseguimos, veremos a notável precisão com a qual Deus prevê o futuro.

A visão dos capítulos 10 e 11 de Daniel é trazida pelo glorioso anjo, em resposta às orações de Daniel (Dn 10:5,6), que estava jejuando e orando por mais entendimento quanto ao futuro. Deus ouviu suas orações e enviou o anjo para iluminá- lo. Mas o mensageiro foi detido por um anjo mal, por “três semanas completas” (Dn 10:2), ou “vinte e um dias” (Dn 10:12, 13).

Pode ser que a compreensão dessa visão tenha sido também adiada para muitos crentes. Mas creio que ao nos aproximarmos do fim desta era, Deus está abrindo a Sua Palavra e quer dar aos Seus filhos uma compreensão daquilo que virá sobre nós. Nessa visão, Deus focaliza a nossa atenção ainda mais especificamente no lugar onde o Anticristo se levantará. Isso começa com aquilo que, para nós, é simplesmente História Antiga.

Apenas voltando à última visão, o relato começa informando-nos sobre o futuro do império Medo-Persa, onde Daniel estava vivendo naquele tempo. Em seguida, nós somos novamente informados a respeito de Alexandre, o Grande (Dn 11:3), e os seus quatro generais que dividiram o seu império (Dn 11:4).



PTOLOMEU E SELEUCO



Depois, a visão focaliza-se em dois generais. Essa parte sobre os dois generais é nova; portanto, acompanhe-a com cuidado, por favor. Um general é chamado o “Rei do Sul” (Dn 11:5). Historicamente, esse rei foi o general chamado Ptolomeu, que assumiu o controle do Egito depois da morte de Alexandre, o Grande. Chamá-lo o “Rei do Sul” faz perfeito sentido para um israelita tal como Daniel, já que o Egito está ao sul de Israel.

O outro rei é o “Rei do Norte” (Dn 11:6). O general que assumiu o controle da área ao norte do Egito foi alguém chamado Seleuco. Ele assumiu o comando do que hoje é conhecido como Oriente Médio.

À medida que avançamos, ficará claro que o Anticristo se levantará do território de um desses dois generais. Portanto, nós temos agora estreitada a área para a qual devemos olhar. Ao invés dos quatro chifres, restam-nos agora apenas dois. A respeito de qual dos dois é “o chifre” que governa a área do futuro Anticristo, isto se tornará claro à medida que avançarmos.

As passagens seguintes do capítulo 11 tratam dos relacionamentos entre esses dois reis e seus sucessores. É uma história que cobre vários séculos e envolve vários governantes, que vieram depois do “Rei do Norte” e do “Rei do Sul”.

À medida que você lê essa passagem, notará uma série de guerras, intrigas, casamentos e interações entre esses dois reinos. Esses são eventos históricos que foram preditos antecipadamente por Deus e, até o verso 35, já aconteceram.

A seguir nós temos um quadro dos sucessores de Alexandre e dos dois generais. Isso deve ajudar o leitor a ter uma imagem visual da profecia. Essa lista abreviada dará ao leitor uma ideia de como e quando todos esses eventos aconteceram. Esses reis são representados por dois dos quatro “chifres”, em Daniel 8:8.


Não é essencial que as pessoas se lembrem de todos esses reis e de seus feitos, nessas duas colunas. O que é importante compreender é que será do lado dos “Reis do Norte” que finalmente se levantará o Anticristo. Esta informação nos aponta uma direção clara e específica.

Se você estiver interessado num estudo mais detalhado sobre esse assunto, eu gostaria de recomendar-lhe um livro intitulado: Daniel, a Chave para a Revelação Profética, de John F. Walvoord, publicado pela Moody Press. De acordo com Walvoord, essa visão de Daniel, capítulo 11, até o verso 35, contém 135 previsões que já foram literalmente cumpridas.


ANTÍOCO IV EPÍFANES



A nossa investigação agora continuará com o foco em alguém chamado Antíoco Epífanes. Ele é o último governante da nossa lista dos “Reis do Norte”. Ele é o último sucessor de um daqueles generais de Alexandre mencionado na Bíblia. Walvoord afirma: “O título Epífanes, que significa ‘glorioso’, foi um título que Antíoco deu a si mesmo, mantendo o seu desejo de ser considerado como deus.”

Esse governante é chamado de “homem vil” (Dn 11:21). Ele não era um herdeiro legítimo do trono do Reino Sírio. Mas parece que ele foi um articulador muito sagaz. Ele conseguiu assumir o controle do reino mediante “intriga”. Talvez por esta razão não lhe foi dada a “dignidade real” (Dn 11:21). Parece que Antíoco foi uma pessoa ávida pelo poder, sorrateira e violenta. “Vil” parece uma descrição muito precisa.

Depois de consolidar o seu poder, ele começou a perseguir o povo judeu. Ele trabalhou para forçá-lo a mudar suas leis, incluindo o cessar dos sacrifícios. Diz-se que ele sacrificou uma porca no altar sagrado do templo judeu, e que ele até erigiu um ídolo ali. Esse foi um ato de profanação. Os judeus consideravam os porcos imundos. Além disso, os sacrifícios eram normalmente feitos com animais machos. Desse modo, o sacrifício de uma porca foi uma tentativa de sujar e desonrar a religião judaica.

Esse é o evento que os judeus daquela época chamaram “a abominação da desolação”. Parece que Antíoco Epífanes tinha um ódio pelos judeus. Ele tentou tudo o que pôde para destruir a religião deles, incluindo o favorecimento de qualquer um que rejeitasse a lei e colaborasse com ele para manchar a nação judaica.


ANTÍOCO ANTICRISTO



Antíoco é importante em nossa discussão, pela seguinte razão: Ao passo que a profecia do capítulo 11 de Daniel progride, Antíoco transforma-se ou torna-se o Anticristo. Até certo ponto, a profecia é muito fácil de ser verificada historicamente. As diferentes ações, guerras etc., preditas por Deus por meio de Daniel, realmente aconteceram.

Mas, por volta do verso 35, algo peculiar acontece. A profecia cessa de ter qualquer cumprimento na História Antiga. É como se a passagem desse um grande salto através da História, de Antíoco Epífanes até ao Anticristo. Parece que Antíoco “se torna” o Anticristo no decorrer da profecia.

Parece muito claro que Deus está nos mostrando algo importante. Nosso Senhor está nos mostrando a localização exata de onde o Anticristo virá. Esse “pulo da História” não é apenas um tipo de acidente profético, ao contrário, é a forma de Deus nos revelar a origem do futuro inimigo do Seu povo. Essa visão profética é um maravilhoso exemplo de como Deus mostra aos Seus servos os eventos futuros, de tal modo que eles estejam preparados.

Não há outra razão para Deus gastar tanto tempo explicando-nos, em detalhe, acerca dos “Reis do Norte” e suas atividades. Se este reino não tem importância para nós na compreensão das origens da vinda do Anticristo, por que Deus se deteria sobre esse tema? Por que Antíoco e o Anticristo estariam conectados nas escrituras dessa forma?

Claramente, vemos que Deus está nos revelando a área exata no mundo, da qual o Anticristo se levantará. Começando com o Império Babilônico, seguindo com o reino Medo-Persa, e depois Alexandre, o Grande, e seus quatro generais, e os sucessores destes até Antíoco, a Bíblia traça com precisão o ponto exato da origem do Anticristo. Embora isso seja História Antiga, não é muito difícil de entender.


A BESTA QUE “ERA E NÃO É”



No livro de Apocalipse, também lemos sobre o Anticristo, ou a “Besta”. Mas ali um fato misterioso é mencionado. Quase parece que esta personagem do Anticristo já esteve na terra antes.

Durante os tempos do fim, a besta parece ressuscitar de um abismo. Nós lemos: “A besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá” (Ap 17:8).

É possível que a besta que reaparece seja Antíoco Epífanes. Talvez não seja a pessoa literal. Mas, assim como João Batista veio “em espírito e no poder de Elias” (Lc 1:17), assim também o espírito desse “homem vil” reaparecerá novamente para perseguir o povo de Deus.

Certamente, o mesmo espírito de ódio e perseguição ao povo de Deus, que parecia possuir Antíoco, estará sobre a Besta dos tempos do fim. Isso se encaixaria muito bem com o que temos visto sobre Antíoco “tornar-se” o Anticristo na profecia de Daniel.

Assim, temos claramente delineada, nestas profecias, a origem exata do Anticristo. Ele sairá da área geográfica do império Selêuco e daquela porção do globo que Antíoco Epífanes governou. Ele se originará de e reinará sobre o Oriente Médio.

Até este ponto, duas passagens proféticas confirmaram isso. Agora, vamos investigar outra revelação que diz a mesma coisa.



PARTE 3: AS QUATRO BESTAS




Nós estudamos duas profecias que apontam para as origens do Anticristo, mas há mais. Uma outra profecia, ainda no livro de Daniel, confirma aquilo que temos visto. Essa visão também nos mostra onde o império da besta estará situado.

Não somente nos foi mostrado de onde o Anticristo virá, mas Deus também nos revela onde as dez nações, sobre as quais ele governará, estarão. O reino dele também será localizado no Oriente Médio.

A profecia concernente às quatro bestas é encontrada em Daniel, capítulo 7. Ela é de uma importância especial para nós, uma vez que é tão clara e nos fala tanto. Portanto, nós examinaremos essa visão cuidadosamente, a fim de extrairmos o máximo proveito dela.

Ali, quatro bestas ou figuras de animais são vistas por Daniel. Elas são: um leão, um urso, um leopardo e uma besta de aparência feroz, que não é comparada a nenhum animal específico. Essas quatro bestas representam reinos que tiveram alguma importância no mundo futuro.

A maioria dos professores da Bíblia ensina que esses reinos são simplesmente a repetição daquilo que nós acabamos de estudar. Eles ensinam: 1) o Leão = o Império Babilônico; 2) o Urso = o Império Medo-Persa; 3) o Leopardo = Alexandre, o Grande; 4) o “Temível” = o Império Romano (que conquistou o Oriente Médio depois de Antíoco); e, então, 5) o Anticristo.

Bem, você pode dizer agora: “Espere um momento, as escrituras mencionam apenas quatro bestas mas você listou cinco impérios.” A explicação para tal é bastante simples. A Bíblia explica que o império do Anticristo (simbolizado pelos dez chifres) se levantará dos remanescentes do reino da quarta besta. Portanto, o último império é, por assim dizer, “revivificado”, tornando as quatro bestas em cinco reinos.

Lemos, concernente à quarta besta: “Os dez chifres [do império do Anticristo] correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo [quarto] reino” (Dn 7:24). Essa é uma pista muito importante para nós. Os dez reis e os seus reinos, que compreendem o império do Anticristo, se levantarão dos remanescentes desse quarto reino. Desse modo, é muito importante para nós identificarmos essa quarta “terrível e temível” besta.

Como mencionamos, muitos expositores bíblicos identificaram esse quarto animal ou besta como o império romano. Talvez você já tenha ouvido que haverá um “Império Romano Revivificado”, o qual será o reino do Anticristo. Essa passagem é a origem desse ensino. Então, vamos olhá-la mais demoradamente juntos.


SUAS VIDAS FORAM PROLONGADAS



A partir de um exame cuidadoso, alguns poucos problemas surgem na tradicional compreensão desse texto. A dificuldade mais notável é que, quando lemos esses versos cuidadosamente, torna-se claro que cada uma dessas quatro bestas existirá quando Jesus retornar à terra! Os governantes dessas nações estarão também vivos quando o nosso Senhor vier julgar as nações!

Portanto, logicamente, eles não podem ser reinos antigos e históricos. Eles precisam ser nações que são contemporâneas do Anticristo. Eles devem ser países os que podemos identificar hoje.

Como podemos fazer tal afirmação? Vamos olhar juntos Daniel 7, versos 9-12. Nos versos 9 e 10, Jesus está sentado no Seu trono. A Sua descrição combina com uma de Suas aparições na primeira parte do livro de Apocalipse. Ele está se preparando para julgar as nações. Mas, no verso 11, o Anticristo chama a atenção devido ao som de suas grandiosas e pomposas palavras. Nesse ponto, a Besta/Anticristo é morta.

Mas as outras bestas, o Leão, o Urso e o Leopardo (referindo-se aos governantes das nações) recebem um destino diferente. Eles perdem os seus reinos, mas têm permissão para permanecer vivos por mais um pouco de tempo. Lemos no verso 12: “Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo.”

Para que esse verso faça sentido, esses outros impérios devem existir no mesmo tempo do Anticristo! Eles não podem ser reinos antigos.

Por exemplo, o Reino da Babilônia foi destruído pelos Medos e Persas. Você, é claro, lembra-se do que aconteceu ao governante babilônico. A escrita estava na parede. “Naquela mesma noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus [Babilônios].” (Dn 5:30). O reino dele certamente foi tomado, mas sua vida não foi prolongada.

O mesmo é verdade com relação a Alexandre, o Grande. Como estudamos, ele morreu inesperadamente no ápice do seu poder. Seu reino foi também tomado, mas a vida dele não foi prolongada por um prazo ou tempo. Além do mais, a morte desses governantes não pode ser algo que ocorra quando Cristo retornar e sentar-se no Seu trono de julgamento. Essas escrituras não se enquadram com uma interpretação histórica.

Portanto, esses reinos não podem ser a Babilônia; os Medos e Persas; Alexandre, o Grande; e Roma. Assim, para uma melhor interpretação, precisamos olhar noutra direção, a qual será discutida mais adiante enquanto prosseguimos.


“DEVERÃO SE LEVANTAR”



Na Palavra de Deus, encontramos um outro problema com a ideia do “Império Romano Revivificado”. Voltemo-nos, agora, para o verso 17, do capítulo 7. Ali, lemos que “Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis [representando os seus reinos], que deverão se levantar da terra.”

Incluo a palavra “deverão”, aqui, indicando algo relativo ao futuro, seguindo as traduções da Septuaginta; a versão King James; a Bíblia Novo Padrão Americano; a versão Padrão Americano, de 1901; John Darby, na sua Nova Tradução; e, possivelmente, outras.

Veja, temos aqui um problema. A visão foi dada a Daniel “no primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia” (Dn 7:1). Ele foi o último governante da Babilônia. Assim, essa visão lhe é dada bem perto do final do Império Babilônico. Mas nós ouvimos o anjo explicar que quatro bestas “deverão se levantar”, significando algum tempo no futuro. Portanto, isso não pode incluir a Babilônia, uma vez que ela já se levantou há muito tempo.

Se, então, a Babilônia não é o Leão, as outras bestas também não podem seguir a interpretação tradicional. A única conclusão lógica que podemos extrair é que o anjo não está se referindo àquilo que nós conhecemos como os quatro reinos históricos, mas a reinos futuros – reinos que existirão no mesmo tempo do Anticristo.

Conseqüentemente, nós não devemos ver essa profecia como uma simples repetição daquela que lhe antecede, mas como uma nova revelação a respeito dos últimos dias.

A conclusão de tudo isso é que a Bíblia não está nos ensinando aqui sobre o “Império Romano Revivificado”. Um exame honesto e sem preconceito dos versos que temos em mãos não nos leva a essa conclusão. Portanto, a Europa, o Mercado Comum Europeu, o Papa sendo o futuro Anticristo e outros ensinamentos semelhantes, baseados na teoria do “Império Romano Revivificado”, devem ser descartados.


AS SETE MONTANHAS



Outra passagem que muitos professores frequentemente citam para embasar o ensinamento do “Império Romano Revivificado” é encontrada em Apocalipse 17: 9,10. As sete montanhas mencionadas nesses versículos são examinadas em outro livro de minha autoria, denominado Babilônia, que é a primeira parte dessa série sobre os tempos do fim.

Naquele livro, mostro que as sete montanhas também não apontam para Roma como a origem do império do Anticristo. Se você tem dúvidas sobre isso, por favor, veja as anotações finais no último capítulo daquele livro.

O que estudamos no livro Babilônia é que, mesmo nos dias de João, não haviam mais sete montanhas proféticas. Cinco delas já tinham caído (Ap 17:10), restando apenas duas. Portanto, essa não pode ser, e não é, uma referência secreta à Roma. Consequentemente, o “Império Romano Revivificado” não está em perspectiva.

Além do mais, em nenhum lugar da Bíblia, Roma é mencionada como “a cidade sobre sete montes” ou algo similar. Nós não podemos extrair inspiração da literatura secular, tais como da estória de Rômulo e Rêmulo, mas somente da Palavra de Deus.


QUEM SÃO AS QUATRO BESTAS?



Nós discutimos até aqui sobre as quatro bestas: o Leão, o Urso, o Leopardo e o “Terrível”. Já vimos que esses não podem ser a Babilônia, a Média-Pérsia, Alexandre e Roma. Mas, então, se a quarta besta não é Roma e as outras bestas são reinos mais contemporâneos, quem eles poderiam ser?

Ver quem essas bestas podem ser, nos ajudará a saber de onde o império do Anticristo se levantará. Identificar esses países envolve, é claro, um pouco de especulação. O significado de cada um desses animais, representando reinos, é impossível de ser determinado com total certeza. Assim, acompanhe-me enquanto consideramos juntos algumas possibilidades.

Lembre-se que estamos procurando por impérios que podem ser ainda identificados hoje. O quarto desses reinos, embora ainda exista, terá se desintegrado. É dos remanescentes desse reino que os dez chifres do império do Anticristo emergirão (Dn 7:24).

As bestas se levantarão do “Grande Mar”, que é normalmente identificado como o Mediterrâneo. O fato de se levantarem do mar é precipitado por uma tempestade causada pelos “quatro ventos do céu” (Dn 7:2). Isso poderia indicar que esses quatro impérios estão, por um certo período, em conflito mútuo pelo controle e/ou influência da região do Mediterrâneo. Isso incluiria países das regiões da Europa, do Norte da África e do Oriente Médio.

A primeira besta é um leão que tem asas como uma águia. Enquanto Daniel observava esta visão, as asas eram arrancadas e o Leão tinha que ficar de pé como um homem, e o seu coração era substituído pelo coração de um homem (Dn 7:4).

As duas asas devem representar rapidez de movimento ou expansão do império. Essa conclusão viria do fato de que de todos os animais, os pássaros são, certamente, os mais rápidos e os que alcançam maiores distâncias (Dt 28:49; 2 Sm 1:23).

Se aceitarmos essa interpretação, ter as asas removidas apontaria para o fim de uma rápida expansão. Manter-se sobre os pés como um homem e receber o coração de um homem parecem mostrar que aquilo que foi uma vez um reino poderoso e guerreiro, tornar-se-ia em algo fraco e humano.

Um país que pode se encaixar nessa descrição hoje seria a Grã-Bretanha. Uma vez no passado, o sol nunca se pôs sobre o seu império. De uma só vez, ela rapidamente expandiu a sua influência e possessões sobre todo o globo.

Mas hoje as coisas mudaram. Atualmente a Grã-Bretanha é menos significativa no cenário mundial. Seu império está em pedaços. Ela se tornou menos como o leão e mais como o humano. Curiosamente, o símbolo dessa nação é um leão. Nos últimos séculos, ela tem estado diretamente envolvida em conflitos pelo controle da região do Mediterrâneo.

A próxima besta que vemos é um urso. Ele “se levantou sobre um dos seus lados” (Dn 7:5). Alguns tradutores bíblicos dizem que isso poderia significar que ele “estabeleceu para si mesmo um só domínio”, o que parece ser uma tradução mais lógica. O Urso tem três costelas na sua boca. É dito a ele: “Levanta-te, devore muita carne.”

Meditando sobre o Urso, a Rússia ou a antiga União Soviética vem à mente. Certamente, a sua história é uma história sangrenta, com incontáveis milhões de pessoas do seu próprio povo sendo mortas por uma ou outra razão, especialmente sob o domínio Comunista. Isso cumpriria a parte da visão: “devore muita carne.”

Se a Rússia é o Urso, então as três costelas poderiam representar os países da Estônia, Letônia e Lituânia, os quais ela primeiro tragou, quando expandiu o seu território. A Rússia também tem estado envolvida, no decorrer dos anos, em conflitos na parte do mundo a qual mencionamos.


SOBRE CABEÇAS E CHIFRES



Antes de prosseguirmos, precisamos atentar para uma dica importante na compreensão da profecia bíblica. Lembre-se disso, por favor, por que nós nos referiremos a isso novamente, em nossas discussões mais adiante. Muitas bestas que aparecem nas visões proféticas têm várias cabeças e/ou múltiplos chifres. O que isso significa?

Quando um animal profético tem várias cabeças, isso se refere a uma sucessão de governantes. A partir da nossa discussão detalhada de Apocalipse 17:9,10, no nosso livro Babilônia, essa progressão de sete cabeças/reis é bastante evidente. Essa sucessão não necessita ser imediata, mas, como no caso da Babilônia, esses governantes podem estar separados por centenas, e até mesmo milhares de anos.

Por outro lado, quando um animal tem múltiplos chifres, isso indica simultâneos governantes. Nós podemos ver isso ao observarmos o império do Anticristo. Ali encontramos dez chifres, indicando os dez governantes que detêm o poder juntamente com ele, todos ao mesmo tempo.

Assim, temos duas fórmulas simples: múltiplas cabeças proféticas = uma sucessão de governantes; e múltiplos chifres proféticos = simultâneos governantes. Usando essas fórmulas, podemos ir adiante.




A terceira besta é o leopardo. Suas notáveis características são quatro cabeças e quatro asas. Não é dito muita coisa sobre ela, exceto que “o domínio lhe é dado”.

Aplicando nossa fórmula de “múltiplas cabeças” ao leopardo, necessitaremos então procurar um império na região que descrevemos, o qual teve ou terá uma proeminente sucessão de quatro governantes. As quatro asas podem significar que cada um desses governantes ascende ao poder rapidamente.

À propósito, o nosso entendimento dos “vários chifres” não considera a besta do Leopardo como sendo o império de Alexandre e os seus quatro generais. Quatro simultâneos governantes devem ser representados por quatro chifres [como eles certamente o são na visão do carneiro e do bode] e não por quatro cabeças, como aparece no Leopardo.

Não é fácil identificar essa besta. Nós devemos procurar por uma nação que tem estado significativamente envolvida nos conflitos da região do Mediterrâneo e que também seja contemporânea da Rússia e Inglaterra. Nenhuma nação desta área, cujo símbolo nacional seja o leopardo, vem à mente. Entretanto, há um país que teve uma sucessão de governantes notáveis e que tem estado muito envolvido nos conflitos daquela área. Estou falando da Alemanha.

Quando Adolf Hitler assumiu o poder, ele reivindicou o fato de que o seu reino era o “terceiro reich.” Reich significa “reino”, na língua alemã. Ele identificou o seu governo como sendo o terceiro numa série de governantes importantes. Talvez os antigos Otto Von Bismarck e Kaiser Wilhelm tenham sido os outros dois que ele estava reconhecendo. Embora eu não conheça a história desses dois governantes mais antigos, certamente a ascensão de Hitler ao poder foi surpreendentemente rápida (outra pessoa sugeriu o Santo Império Romano [900-1806 A.D.] e o Império Germânico [1870-1918 A.D.] como sendo os dois primeiros “reichs” ou reinos).

Se essa é a identificação correta do leopardo, então, nós devemos ver, em breve, um outro líder forte e carismático assumindo o poder na Alemanha. Tal governante não precisa ser um nazista. Ele (ou ela) precisa apenas ser alguém que cative o coração dos alemães e una a população em torno de um determinado propósito.

Portanto, os leitores devem manter os seus olhos abertos para um líder popular se levantando na Alemanha, o qual levará essa nação a uma posição de proeminência mundial ainda maior.

A nossa identificação dessa terceira “besta” é, de certa forma, uma tentativa. Os pontos fracos parecem ser que o símbolo nacional da Alemanha não é o leopardo e que, até então, ela teve apenas três “cabeças.”

Todavia, essa terceira besta deve ser alguma nação que possamos identificar hoje. Precisa ser uma nação na região sobre a qual temos discutido. Além disso, ela precisa ter tido ou terá uma proeminente sucessão de quatro governantes.

Vamos, então, manter nossos corações e mentes abertos ao Espírito Santo para qualquer revelação adicional que Ele queira nos fornecer. Se a Alemanha não é a escolha certa, Deus irá, certamente, revelar isso com o passar do tempo.


A QUARTA BESTA



A quarta besta não é descrita do mesmo modo que as outras. Isso quer dizer que ela não é comparada a algum tipo de animal que possamos reconhecer. Nós somos apenas informados que essa besta tem grandes dentes de ferro e garras de bronze (Dn 7:7,19). Ela é também descrita como sendo “espantosa e terrível, excessivamente forte”. Significativamente, ela é “diferente de todas as bestas que vieram antes dela”. Essa besta decisivamente destrói em pedaços toda oposição, onde quer que vá.

A fim de identificar essa besta, gostaria de selecionar o Império Otomano ou os Turcos Otomanos. A razão por que escolho esse império é que ele era localizado no local exato que outras profecias indicam. Além disso, foi um enorme reino que era extremamente poderoso mas que, agora, está desintegrado. Esse império esteve intimamente envolvido na luta pelo controle da Europa, da África do Norte e do Oriente Médio.

A maioria dos ocidentais conhece pouco a respeito desse império. Alguns nunca ouviram falar dele. Todavia, ele foi uma força dominante e ampla na região, sobre a qual falamos, por centenas de anos, até certo tempo após a Primeira Guerra Mundial.

A razão para esse reino ser “diferente” dos outros três pode ser que os outros seriam impérios seculares, políticos. Esse reino da quarta besta seria religioso. Em anos recentes, esse reino despedaçou-se. O que resta é o país da Turquia.

Mesmo assim, será desse império desintegrado que a aliança das dez nações do Anticristo aparecerá. Lembre-se que lemos que os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino [quarta besta] (Dn 7:24).

Como já estudamos, é desta área do mundo, do Oriente Médio, que o Anticristo e as suas dez nações virão. Talvez fosse proveitoso para todos os leitores tomarem algum tempo e reverem como era o Império Otomano.

Estou aqui citando partes da website: www.wsu.edu:8080/~dee/OTTOMAN/ OTTOMAN1. HTM

“Os Otomanos são uma das maiores e mais poderosas civilizações do período moderno. O império que eles construíram foi o maior e mais influente dos impérios muçulmanos do período moderno, e a cultura e expansão militar deles atravessou a Europa. Desde a sua expansão na Espanha, no século dezoito, o Islã parece não ter conseguido estabelecer uma presença européia como ele o fez nos séculos dezesseis e dezessete.

Como naquela expansão anterior, os Otomanos estabeleceram um império sobre o território europeu e estabeleceram tradições e cultura islâmicas que perduram até os dias atuais. Os muçulmanos na Bósnia são os últimos descendentes da presença do império Otomano na Europa.

O império Otomano perdurou até o século vinte. Enquanto historiadores gostam de falar a respeito de impérios em termos de crescimento e declínio, os Otomanos eram uma força a ser reconhecida, militar e culturalmente, até a derrocada do império nas primeiras décadas deste século. Começaremos com a maior figura da história Otomana, o Sultão Suleyman, que construiu, a partir das conquistas do pai, uma grande cidade, uma máquina militar, um império e uma cultura. Os Otomanos se levantaram das partes obscuras da Anatólia, no oeste da Turquia.

Esses turcos ocidentais eram chamados de “Os Oghuz”. Alguns deles eram guerreiros da fé islãmica cumprindo a jihad, ou “batalha santa”, a fim de espalhar a fé entre os infiéis hostis. Em 1402, os Otomanos mudaram a sua capital para Edirne, na Europa, onde eles ameaçaram Constantinopla. A cidade parecia desafiar a grande expansão do Islã. Não importa quanto território caísse diante dos muçulmanos, Constantinopla resistia cada cerco e cada invasão.

Os Otomanos queriam quebrar este ciclo. A captura de Constantinopla não apenas representaria um poderoso símbolo do poder Otomano, mas também a cidade faria deles os mestres do comércio do oriente ao ocidente. Em 1453, o sultão Mehmed (1451-1481), também chamado “O Conquistador”, finalmente tomou este último remanescente bizantino e renomeou-o, Istambul. Daquele ponto em diante, a capital da Europa Otomana permaneceria fixa em Istambul, e, sob a proteção dos sultões Otomanos, tornar-se-ia uma das mais ricas e cultas cidades dos primórdios do mundo moderno.

Assim, o império Otomano teve o seu início. Ele se expandiu grandemente sob o sultão Selim I (1512-1520), mas foi sob o filho deste, o sultão Suleyman (1520-1566), chamado “O Legislador”, na história islâmica, e “O Magnificente”, na Europa, que o império alcançaria sua maior expansão sobre a Ásia e a Europa.”


Esse império foi dividido depois da Primeira Guerra Mundial. Os Otomanos se aliaram aos alemães e foram derrotados. Então, as suas possessões foram divididas entre várias nações européias. Muitas divisas territoriais foram redesenhadas. Essa conquista e subjugação do mundo islâmico aos poderes europeus, após centenas de anos de prosperidade e dominação, é a origem de muito do ódio contra o ocidente, que se percebe entre os muçulmanos ainda hoje.

Uma grande esperança para muitos muçulmanos é que o império e a cultura deles serão algum dia restaurados à sua antiga proeminência e grandiosidade. Vale a pena notar, no artigo acima, como eles se sentem orgulhosos, de forma especial, quando o Islã conquista e estabelece raiz na Europa.

Veja bem, esse império foi realmente “diferente” de todos os outros. Os líderes, e mesmo os cidadãos, estavam tentando provar algo. Eles estavam tentando estabelecer um império religioso e demonstrar que a sociedade religiosa deles era superior em cada aspecto – cultural, militar, econômica e politicamente – à daqueles contra a qual eles lutavam.


Para eles, a civilização ocidental era uma cultura “cristã”. Eles eram, em muitos aspectos, anticristãos. Se você conversar com qualquer muçulmano hoje, perceberá que ele sabe tudo sobre a história do império Otomano. Com certeza, esse império conquistou, destruiu, “pisou”, “despedaçou” e “devorou” muito do mundo civilizado dos seus dias. Esse império se encaixa muito bem no quadro daquilo que estamos chamando de a quarta besta, por causa de suas atividades e localização.

É do território, uma vez dominado por esta quarta besta, que os dez chifres do império do Anticristo virá. Dessa área geral se levantam (e, provavelmente, já se levantaram) dez nações.

Este autor não insiste no fato de que o reino vindouro do Anticristo será um exato “reavivamento” do antigo império Otomano. É possível que algumas áreas do antigo império sejam deixadas de fora.

É até concebível que algumas das terras vizinhas, as quais não eram diretamente governadas pelos Otomanos, mas eram dominadas pelos muçulmanos, possam ser incluídas nas dez nações. Isso, provavelmente, só se tornará claro com o passar do tempo.

É possível que haja hoje mais de dez países que ocupam o território uma vez governado pelos Otomanos. Isso não modifica o nosso entendimento. O que é necessário é que as dez nações que formarão o império do Anticristo saiam da área geral do antigo governo e/ou influência otomana. Assim, essa visão se encaixa perfeitamente com as outras profecias que já estudamos.


PARTE 4: A IMAGEM DE NABUCODONOZOR



O rei Nabucodonozor teve um sonho, um sonho muito perturbador. Nesse sonho, ele viu o que aconteceria no futuro. Ele viu uma sucessão de impérios, começando com o seu próprio e, então, dando sequência, outros quatro. O último império que fazia parte desta imensa imagem seria o reino do Anticristo.

Durante o seu sonho, uma pedra foi cortada de algum local, sem a ajuda de mãos humanas. Essa pedra, com certeza, era sobrenatural. Ela, em seguida, despedaçava os pés da imagem. Por meio dessa pedra, não foram destruídos apenas os pés, mas as outras partes da imagem também foram “juntamente esmiuçadas” e lançadas ao vento “como a palha” (Dn 2:35).

Essa pedra representa o reino vindouro de Jesus Cristo. Nosso Senhor retornará à terra, destruirá o império do Anticristo e estenderá a Sua autoridade sobre toda a terra habitada (Dn 2:44, 45).

Nessa imagem, é nos apresentada uma progressão de reinos: começando com a Babilônia (a cabeça de ouro); passando pelos Medo-Persas (peitos e braços de prata); Alexandre, o Grande (barriga e coxas de bronze), o Império Romano (pernas de ferro), e encerrando com o reino do Anticristo (pés de ferro e barro), conforme Daniel 2:31-43.

Durante o período de tempo representado por essa imagem, podemos perceber, sem dúvidas, outros grandes reinos na terra. A China, com certeza, teve as suas magnificentes dinastias por milhares de anos. O Egito sempre foi uma força dominante na cena mundial. Existiram outros grandes impérios: dos Astecas, onde agora, está o México, dos Incas, na América do Sul, e outros, na África.

No entanto, nenhum desses reinos tem parte nesta imagem que Nabucodonozor viu. Por que não? O que há de particular nesses reinos que formam a imagem que os torna especiais? A resposta é que todos os impérios que constituem essa imagem têm uma coisa em comum – todos eles conquistaram o Oriente Médio. Todos eles influenciaram a terra santa, Israel.

Israel tem sido, e sempre será, o foco da atenção de Deus. Quando e se qualquer outra nação começar a assumir o controle ou influência sobre essa parte do mundo, Deus estará atento.

Essa é a cola que mantém todas as partes da imagem de Nabucodonozor juntas. Cada uma delas controlou a terra santa por algum tempo.


NÃO É UM “IMPÉRIO ROMANO REVIVIFICADO”



Alguns teólogos, ao notarem que o Império Romano nesta visão é sucedido pelo Anticristo, têm, equivocadamente, utilizado este texto para dar suporte à teoria do “Império Romano Revivificado”. Daí, eles passam a ensinar sobre o Mercado Comum Europeu, como sendo o reino da besta que há de vir. Entretanto, nada nessa revelação sugere isso. Nenhum verso dá margem a tal interpretação.

Nenhum desses reinos foi um “reavivamento” dos antigos. Eles não ocuparam as mesmas partes do globo. Além do mais, nem todos eles vieram de uma sucessão ininterrupta dos precedentes. Por exemplo, o Império Romano não conquistou o reino de Alexandre. Foi somente depois de algumas centenas de anos que Roma conquistou o Oriente Médio.

Estas nações na imagem são meramente uma série de notáveis impérios que conquistaram o povo de Deus, os judeus. O último reino, o do Anticristo, é simplesmente o último que dominará a terra de Israel. É verdade que a besta que há de vir controlará parte do mundo (o Oriente Médio), que uma vez foi governada por Roma. Ela assumirá autoridade sobre aquela parte específica do antigo Império Romano. Isso é bíblico e claro.

No entanto, esse império do Anticristo, originado e centrado no Oriente Médio, como todas as outras profecias claramente mostram, não poderia ser considerado um reavivamento do Império Romano. Ele somente se candidataria a isso se estivesse centrado na Itália e também conquistasse muito da Europa, compreendendo uma boa parte do mesmo território, como o fez Roma. Isso é muitíssimo improvável em nosso mundo atual.

Além do mais – e isso é extremamente importante – o império que é “revivificado” não pode ser um antigo, mas deve ser um império moderno, que se desintegrou, para que se cumpram as escrituras que já estudamos (Dn 7:24).

Logo a seguir, temos dois mapas que o leitor pode usar para comparar o território do Império Romano com o Império de Alexandre. Os retângulos marcam as áreas aproximadamente comuns a esses dois reinos. Vê-se claramente que eles compartilharam pouco das mesmas áreas geográficas. Roma conquistou o ocidente. Alexandre espalhou-se para o oriente. Basicamente, aquilo que conhecemos hoje como o Oriente Médio é comum a ambos.

Na verdade, de todos os reinos incluídos na imagem de Nabucodonozor, somente o Império Romano contém muito da moderna Europa. Todos os demais estavam situados ao oeste e ao sul da Grécia, aproximadamente mais próximo das conquistas de Alexandre.

Em resumo, a única base para um “reavivamento de Roma” é o fato de que muitos insistem que deve ser desta forma. Não há versos claros que autorizam esta conclusão. Se nós pudermos deixar de lado a tradição e o clamor geral daqueles que não estudaram essas coisas completa e honestamente, seremos levados a um entendimento mais lógico e mais bíblico.



A PARTE COESIVA DA IMAGEM



Como mencionamos, a parte coesiva dessa imagem é que todos esses reinos governaram o Oriente Médio. Essa é a parte do mundo que todos conquistaram, o que faz deles parte da imagem. Para que qualquer futuro império seja incluído nesta lista, ele também precisa conquistar e dominar o Oriente Médio e a terra de Israel. Nesse sentido, a possibilidade de que o Mercado Comum Europeu faça isso é extremamente remota.

Portanto, o sonho de Nabucodonozor também sustenta a nossa tese completamente. O vindouro Anticristo deve ter, como parte do seu reino, o Oriente Médio. Ele deve, ao final, dominar a terra de Israel. Essa é a mensagem da imagem de Nabucodonozor.

Essa conclusão, muito veementemente, sustenta a nossa tese de um Império Otomano “revivificado”, com todas as suas raízes muçulmanas. Curiosamente, isso também se encaixa muito bem com a nossa situação geopolítica atual.







2.



O ANTICRISTO




Como um prelúdio a essa discussão, gostaria de tomar um momento e retornar à profecia de Daniel, capítulo 11. Você deve lembrar-se que nos versos 21-35, a maioria dos expositores bíblicos veem uma descrição de Antíoco Epífanes e os seus feitos perversos. Além disso, nós afirmamos como Antíoco se transforma ou modifica-se no Anticristo, à medida que o capítulo progride. Então, depois do verso 35, a passagem parece estar falando somente sobre o Anticristo.

O que eu gostaria de sugerir aqui é que alguns dos versos anteriores, isto é, versos 21-35, poderiam (e provavelmente o fazem) descrever a ambos, Antíoco e o Anticristo. Creio que é muito possível que duas pessoas cumpram as palavras proféticas pronunciadas aqui. Esses versos poderiam muito facilmente aplicar-se ao passado e ao futuro Anticristo. Como prova dessa ideia, consideremos o verso 31. Ali, lemos: “...e tirarão o sacrifício diário, estabelecendo a abominação desoladora [da desolação].”

Os judeus dos tempos de Antíoco se referiram a este evento – no qual ele sacrificou uma porca e ergueu uma imagem no templo – como a “abominação da desolação.” Talvez, mesmo hoje, os judeus ainda creiam ser esse o cumprimento das profecias de Daniel. Com certeza, os judeus dos dias de Jesus apegavam-se a esta crença.

Mas Jesus confundiu a mente deles. Ele abalou o conceito deles, dizendo: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação, de que falou o profeta Daniel, no lugar santo...” (Mt 24:15). Em essência, ele estava dizendo: “Vocês acham que sabem o que era essa abominação. Vocês acham que ela já aconteceu. Mas aquela sobre a qual Daniel falou ainda não aconteceu. Ela ainda ocorrerá no futuro.”

Voltando à nossa discussão, o verso 31, de Daniel 11, é parte da passagem que, historicamente, fala sobre Antíoco. Sabemos, todavia, das palavras de Jesus, que as ações do futuro Anticristo é que serão o verdadeiro e final cumprimento desse verso. Assim, esse verso pode referir-se a ambos os homens.

Portanto, não é tão improvável pensar que alguns dos outros versos dessa trecho também terão um cumprimento duplo, em Antíoco e no Anticristo. Com isso em mente, vamos agora olhar mais de perto o caráter e as atividades do Anticristo.

Muitos crentes estão esperando que o Anticristo seja um político famoso mundial. Eles imaginam alguém agradável, popular, caloroso, incentivador, provavelmente alguém com grande sagacidade política, mas imoral, talvez algo como um Bill Clinton, dirigindo as Nações Unidas. No entanto, essa não é a imagem que a Bíblia retrata.

Para começar, as escrituras chamam o Anticristo de “um pequeno chifre” (Dn 7:8; 8:9). Isso indica que ele é uma figura relativamente insignificante, até que ele ganhe controle. Em contraste a isso, o chifre que representa Alexandre, o Grande, é descrito como “notável” e “grande” (Dn 8.5,8). Ele foi um conquistador forte e capaz. Ele teve fama mundial. Os chifres, representando os quatro generais que sucederam Alexandre, também são denominados “notáveis” (Dn 8:8). Essas foram pessoas bem conhecidas.

Mas, pelo menos no início, o chifre que representa o Anticristo é “pequeno”. Portanto, antes de assumir o poder no cenário mundial, ele será pequeno, um indivíduo desprezado, alguém que ninguém imagina que possa se levantar e tornar-se o que, ao final, se tornará. Esse é um fato importante sobre o qual precisamos estar cientes.

Extraindo dos versos de Daniel, capítulo 11, a respeito de Antíoco/Anticristo, aprendemos ainda mais: Somos levados a crer que ele será um mentiroso (vs. 11:27). Ele agirá “com engano” (vs. 11:23); “por sua astúcia nos seus empreendimentos fará prosperar o engano” (Dn 8:25).

Ele assumirá o poder de maneira desonesta, usando lisonjas e engano (Dn 11:21). Uma das coisas que poderemos usar para identificar o Anticristo será essa sua habilidade para enganar as pessoas mediante suas palavras. Ele corromperá a muitos mediante “lisonjas” (Dn 11:32).

Na verdade, uma das características mais notáveis do Anticristo é a sua boca. Exatamente no meio desse pequeno chifre está uma grande boca. É mostrada “uma boca que proferia arrogância e blasfêmias” (Ap 13:5). Em Daniel também lemos a respeito de “uma boca que falava com insolência” (Dn 7:20). E, ainda, “neste chifre havia olhos, como os de um homem, e uma boca que falava com insolência” (Dn 7:8). Esse chifre tem olhos proeminentes e fala com orgulho.

Surpreendentemente, a popularidade do Anticristo não é grande, uma vez que ele “se tornará forte com pouca gente” (11:23). Ele é considerado por muitos como sendo “um homem vil” (vs. 21). Nenhuma multidão entusiasmada o coroa rei. Eles não dão a ele “a dignidade real” (vs. 21).

Portanto, nós não devemos estar à procura de alguém que é querido e popular. Esse é um erro que muitos cometem. Inicialmente, o Anticristo não será uma figura admirável no cenário mundial. Na verdade, ele será impopular para muitos. O vindouro homem do pecado será, no início, mais uma pessoa desconhecida e, talvez, preterida, que gosta de se gabar do que fará.


UM ASCETA RADICAL



Muitos supõem que, uma vez que a Besta é denominada “o homem do pecado”, ela será notavelmente imoral, um tipo de pessoa mundana. Não há nada nas escrituras que apoiam isso. Enquanto outros líderes mundiais e pessoas famosas se tornaram célebres por sua exploração sexual, por terem amantes, ou diferentes esposas etc., nada desse tipo é dito a respeito do Anticristo. O pecado dele é a sua rejeição a Deus e ao Filho de Deus, Jesus Cristo.

Mais do que isso ainda, ele começa a acreditar que ele é Deus. Ele “...se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ou objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (2 Ts 2:4).

O Anticristo não será um mulherengo ou uma pessoa imoral, a partir de uma perspectiva de impureza sexual. Na verdade, é possível que ele pregue o seu próprio tipo de moralidade. Nós lemos que ele não terá respeito “ao desejo de mulheres” (Dn 11:37). É possível que ele seja um asceta radical, que prega uma extrema auto-abnegação na área das relações sexuais.

Esse fato não descarta a possibilidade de que ele seja casado, mas pode indicar que ele chega a um estágio no qual dá pouca importância para sua esposa ou esposas. Seja qual for o caso, é possível que a religião que ele finalmente cria envolverá uma posição extremamente forte de auto-abnegação com relação ao envolvimento do homem com a mulher.

Os estudiosos bíblicos diferem amplamente na interpretação dessa frase “o desejo de mulheres.” Muitas e variadas opiniões têm sido apresentadas. Alguns veem a rejeição da adoração a diversas deusas. Outros sintetizam como sendo uma negação de Cristo, achando que “o desejo de mulheres” é Jesus. Outros ainda postulam que esse “desejo de mulheres” é ter filhos, e que o Anticristo será contra isso. No entanto, nenhuma dessas coisas soa como verdadeira.

Agora que temos claramente identificado a área do mundo de onde virá o Anticristo, não é difícil imaginar que ele defenderá certa forma de ascetismo. É possível que ele esteja envolvido, ou seja o líder, no atual movimento de auto-abnegação religiosa radical, entre os muçulmanos. Pode ser que a atitude dele seja severa e repressiva, em relação às mulheres e seus desejos humanos e naturais por expressão e satisfação.

Esse grupo radical já esboça hoje uma reação violenta em relação às mulheres e qualquer tipo de interação entre o homem e a mulher. As mulheres são freqüentemente tratadas como sub-humanas. Os desejos das mulheres, incluindo o desejo de serem atrativas, de estudarem e ocupar posições de importância e responsabilidade na sociedade, são repudiados com o mais alto grau de agressividade pelos islâmicos radicais.

A idéia de que essa frase se refere a tal tendência religiosa extremista recebe muito apoio, quando nos lembramos de que é o Anticristo e as suas dez nações que destroem a Babilônia. Eles a odeiam por causa de sua imoralidade, sensualidade e autossatisfação desenfreadas (Ap 17:16,17). Nós exploraremos essas coisas detalhadamente mais tarde, mas, por hora, creio ser uma boa dica dizer que ele será um líder proeminente de um movimento anticristão radical. Essa religião, provavelmente, será uma forma do Islã.

Alguns podem argumentar que o Islã não é anticristão. Bem, nós certamente podemos concordar que ele não é pró-cristão. Sou informado de que dentro de cada mesquita há uma placa, em lugar bem visível, que diz: “Deus não tem filho.” Isso só pode ser considerado anticristão, uma vez que o fundamento da igreja cristã é a profissão de que Deus, de fato, tem um Filho.

Não estou aqui ensinando qualquer tipo de ódio contra os muçulmanos. Com certeza, a atitude de Deus, e também a nossa, deve ser a atitude de amor para com cada ser humano. No entanto, é óbvio que os pilares básicos do Maometismo e do Cristianismo verdadeiro estão em franca oposição. Não há como reconciliá-los.

Embora os muçulmanos reconheçam que Jesus foi um profeta, eles negam o fato de que Ele era o Filho unigênito de Deus. Isso, então, coloca- os firmemente numa posição de serem contra a verdade do Novo Testamento, que é a de que Jesus foi muito mais do que um profeta. Ele era o Filho de Deus.

O conflito do Islã com o povo de Deus – tanto os judeus, quanto os cristãos – é de longa data. O Islã é certamente o substituto religioso para a verdadeira adoração ao verdadeiro Deus. Não deve ser surpresa descobrir que esta falsa religião possa ocupar um papel proeminente no aparecimento e reinado do Anticristo que há de vir.


O “DEUS DAS FORTALEZAS”



Em Daniel 11, verso 38, nós encontramos um detalhe interessante sobre o Anticristo. Ele irá: “... honrar o deus das fortalezas; a um deus que seus pais não conheceram honrará....”

Não é difícil imaginar alguém, talvez como Osama Bin Laden, que venha a conhecer este novo deus. Ele é um fugitivo da comunidade internacional. Ele passa meses, e mesmo anos, escondendo-se em cavernas. Ele é um asceta. Ele jejua com frequência – a ponto de tornar-se muito magrinho, o que leva muitos a especular que ele deve sofrer de algum tipo de doença. Esse homem tem pouco contato com outras pessoas e o mundo externo. Ele ora muito, mas não ao Deus verdadeiro.

Durante esse tempo de oração, jejum e isolamento é possível que ele comece a ter consciência de uma presente “divindade”. Ele pode ter entrado em contato com uma força que comece a guiá-lo e, até mesmo, a falar com ele. Essa força poderia tornar-se a protetora dele.

É esse espírito que está impedindo que ele seja achado e morto, mesmo que milhares de soldados do exército, forças especiais, equipamentos aéreos, satélites e outros aparelhos estejam rastreando áreas em busca dele. Ele encontrou um novo deus que o guia e protege de todas as formas. É o seu “deus das fortalezas.” Esse deus torna-se o refúgio dele.

Essa palavra “fortaleza”, no Hebraico, significa “lugar ou meios de segurança, proteção, refúgio.” Ela é usada muitas vezes na Bíblia, mais de 37 vezes, na verdade, referindo-se ao relacionamento do crente com Deus. Por exemplo, nós lemos que Deus é nosso refúgio e nossa fortaleza (Sl 46.1).

Mas o Anticristo achou um novo refúgio ou fortaleza. Ele entra em contato com o espírito que o protege e, assim, este torna-se o seu deus. Esse seu protetor se torna mais e mais real para ele e começa a guiar suas palavras, pensamentos e caminhos. O Anticristo, devido à sua localização geográfica, referir-se-á a esse novo deus como Alá. Ele provavelmente insistirá no fato de que esse é o “verdadeiro” Alá, e que ele próprio é um certo tipo de reencarnação do “Profeta.”

Mas a verdade é que esse seu novo deus é o próprio Satanás. O diabo se torna o deus do Anticristo. Nós podemos confirmar isso a partir de Apocalipse 13:2, onde lemos que o dragão (que, neste caso, é Satanás) “...deu-lhe [ao Anticristo] o seu poder, o seu trono e grande autoridade.”

Já que o Anticristo adora esse deus, ele logo insistirá que todos o façam também. Nós lemos: “E [as pessoas do mundo] adoraram o dragão [Satanás] porque deu autoridade à besta...” (Ap 13:4). Esse é o deus que se torna real para o homem do pecado, protege-o e lhe dá poder. Evidentemente, Satanás vê esse homem como alguém a quem ele pode usar no futuro para fazer a sua vontade na terra.

É interessante observar que esse não é “o deus [ou deuses] dos seus [do Anticristo] pais” (Dn 11:37). É “um deus [ou deuses] que os seus pais não conheceram” (Dn 11:38). Novamente, tomando Osama Bin Laden como nosso exemplo aqui, o pai dele foi provavelmente um muçulmano. Talvez ele adorasse Alá, da mesma forma que muitos que se auto-denominam cristãos adoram a Deus hoje. Eles são apenas devotos de uma certa deidade a quem eles, realmente, não conhecem e que não é real para eles.

Não é muito provável que o pai de Osama tenha sido um adorador do diabo. Ele, muito provavelmente, não esteve, da forma como o Anticristo que há de vir estará, em comunhão com o próprio Satanás. Esse protetor, esse “deus das fortalezas” era desconhecido para ele.

Alguns podem argumentar que Alá é apenas um outro nome para o diabo. Outros acham que os Maometanos o usam como um nome para o Deus verdadeiro, mas que eles incorrem no erro quanto ao que eles acreditam sobre Ele. Essas questões estão além do escopo do nosso presente estudo.

Gostaria apenas de salientar que, a certa altura, Osama rejeitou os caminhos do seu pai. Ele adotou uma forma radical de religião que não se harmonizava com a idéia que seus pais tinham a respeito de quem Deus é e quais são os seus caminhos. Ele fez uma ruptura radical com a religião de seu pai e, indubitavelmente, com o conceito que seu pai tinha a respeito de Deus.

A propósito, alguns tem tomado a frase “deus de seus pais” e insistido que o futuro Anticristo deve ser um judeu que rejeita Deus. Outros o veem como um cristão apóstata. Não há nada no texto que exige essa interpretação. A palavra para “deus” aqui é “elohim”, que pode ser, mas nem sempre é, uma referência ao Deus da Bíblia. É um tipo de palavra hebraica genérica para “Deus”.

Ela pode também ser traduzida por “deus” ou até mesmo por “deuses”, uma vez que é uma palavra no plural. Portanto, ela pode se referir a qualquer tipo de deidade ou deidades, mesmo sendo deuses pagãos.

Se a palavra “Jeová” (Yahweh), ou “Senhor” (Adonai), tivesse sido usada nessa passagem, isso teria sido uma certa identificação do verdadeiro Deus. Mas, desde que “elohim” é usada, isso, de forma alguma, exige a interpretação de que o Anticristo seja um judeu ou cristão. (A tradução “deuses” tem levantado a possibilidade de que o “deus ou deuses de seus pais” se refira aos antigos deuses da Babilônia e Assíria, aos quais o Anticristo não adorará).

Ao invés da adoração ao “deus [ou deuses] de seus pais”, essa pessoa perversa promoverá a adoração do seu novo deus, que é, na realidade, o diabo. Acho muito improvável que ele utilize o nome “Satanás” ou “diabo” para descrever o seu deus. Ele provavelmente usará o título “Alá”, ocultando, assim, quem esse deus realmente é.

Mas a verdade é que o deus a quem ele promoverá é a antiga serpente, Satanás. Ele tornará popular esse deus com quem ele está em comunhão e defenderá o culto a ele. Em Daniel, é citado que o Anticristo honrará esse “deus das fortalezas”, “fará com que ele seja reconhecido” e “propagará a glória dele” (Dn 11:38, 39).


O ANTICRISTO EXIGIRÁ ADORAÇÃO



Mas a ação do Anticristo não para meramente com a adoração de um “novo" deus. À medida que o seu poder e influência crescem, sua cabeça também incha proporcionalmente. O seu orgulho e ego começam a se expandir de uma forma jamais vista. Ele começa a imaginar que ele é muitíssimo bom. Ele chega ao ponto de desejar ser adorado também. Parece que, à medida que a unção do mal se torna mais forte na vida dele, esse poder lhe sobe à cabeça. Experimentar a autoridade de Satanás, e mesmo sentar-se no seu “trono”, dá-lhe uma ideia altamente presunçosa a respeito de quem ele é.

Assim, o Anticristo começará a exigir adoração à sua própria pessoa. Nós lemos que o homem do pecado “...se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ou objeto de culto”, até finalmente “...assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (2 Ts 2:4). Não há dúvida de que essa auto-exaltação está relacionada com a “...boca que proferia arrogâncias e blasfêmias” (Ap 13:5) e “...que falava com insolência” (Dn 7:8).

O Anticristo, com o passar do tempo, será completamente levado pelos seus atos de sucesso e pelo fato de que muitos o seguirão. Ao final, a sua opinião a respeito de si mesmo se elevará ao ponto de blasfemar contra o Altíssimo Deus, denegrindo-O e desafiando Sua autoridade. O Anticristo “...proferirá palavras contra o Altíssimo” (Dn 7:25). E: “...abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu” (Ap 13:6). Isso se revelará um grande erro.


A RELIGIÃO DO ISLÃ



Nós temos falado um pouco sobre o Islã e como ele atuará na vinda do Anticristo. Para entender isso, precisamos saber que o Islã hoje não é um movimento unificado. Essa religião está dividida em várias diferentes seitas. Cada uma tem as suas próprias ênfases, crenças e líderes.

Através dos séculos, desde o seu estabelecimento, o Islã tem sido moldado muitas vezes, por muitos líderes carismáticos, para adequar-se aos seus propósitos pessoais, fazendo surgir, assim, várias facções e credos.

Num desses casos, uma seita do Islã transformou-se, na verdade, noutra religião completamente diferente, como foi o caso da chamada Fé Bahái ou Bahaísmo. Portanto, a possibilidade do Anticristo modificar e moldar o Islã, para adequá-lo à sua própria agenda, não é muito remota. Isso não seria nada novo.

A minha sugestão é que a besta usará a religião islâmica como um trampolim para ganhar seguidores, mas, depois que ela assumir a posição de grande autoridade e controle, ela a modificará para incluir a si mesmo e o seu real protetor (Satanás) como objetos de adoração. Sua religião será, provavelmente, um tipo mutante da religião muçulmana.

De fato, algumas seitas do Islã estão ativamente esperando que um tipo de “salvador” apareça e os leve de volta àquela antiga unidade e glória. Há milhões de muçulmanos hoje, ansiosamente esperando pela chegada de um líder ou sacerdote ungido, quase supranatural.

O Dr. Javeed Akhten, que é o diretor executivo de estratégia e política do Instituto de Chicago, Illinois, no seu artigo intitulado “Cismas e Heterodoxia entre os Muçulmanos”, afirma: “A filosofia xiita é...esperar pelo retorno do oculto sacerdote.” Mais adiante, ele escreve: “O ‘Hizb ut Tahrir’ (Partido da Libertação – nota do tradutor) é um grupo relativamente novo que tem como seu principal objetivo o estabelecimento do Califa, que será o salvador dos muçulmanos.”

Sem dúvida, o Anticristo ficará feliz em assumir essa posição entre eles. É muito provável que o Anticristo apareça para a comunidade muçulmana como um salvador e unificador. É provável que muitos lhe deem boas-vindas como o cumpridor do papel messiânico que estão esperando. Mais tarde, ele moldará essa religião, a fim de adequá-la aos seus próprios intentos.


OSAMA BIN LADEN



Tenho sugerido aqui o nome Osama Bin Laden como um candidato a Anticristo. Certamente, a partir deste ponto de vista, ninguém pode declarar com certeza quem o vindouro Anticristo será. Entretanto, os leitores devem estar cientes do fato de que Osama é um indivíduo que se encaixa muito adequadamente à nossa compreensão bíblica. Ele também é uma pessoa que está tentando posicionar-se de forma a assumir o controle de boa parte do Oriente Médio. Ele é um indivíduo com sede pelo poder e com enormes aspirações.

Na Internet, encontrei algumas partes da entrevista com Paul Williams, autor de um livro intitulado Osama’s Revenge (A Vingança de Osama). Williams diz que Osama nasceu em 1957, o que significa que ele tem cerca de 53 anos hoje. Isso lhe dá bastante tempo de vida para desenvolver os seus planos.

Além disso, Williams afirma: “Osama está quase sempre cercado por súditos aduladores que o exaltam não como ‘Sultão’ ou ‘Emir’... (chefe de uma facção muçulmana – N.T), mas como ‘o iluminado esperado’, o título reservado para Mahdi” (o divinamente guiado – N.T.).

Williams vai adiante e explica que, de acordo com alguns muçulmanos: “O Mahdi é o califa corretamente guiado que aparecerá durante os últimos dias da história humana. A sua vinda é predita pelo Haddith, os ensinos sagrados que suplementam o Alcorão. Em tais escritos, o Mahdi é descrito como a personalidade que trará o ‘Dia do Islã’, quando todos os povos do mundo – fiéis ou infiéis se curvarão em submissão perante o trono de Alá.”

Prosseguindo, Williams afirma: “Bin Laden possui as marcas distintivas do Mahdi” (referindo-se, evidentemente, a algumas características físicas que o Mahdi terá): “a testa larga, o nariz saliente, o espaço entre os dentes, a pinta preta na sua face. Ele (Osama) se alegra em destacar estes traços para fotógrafos e repórteres do al-Jazeera e outras mídias árabes.”

Muitos, sem dúvida, arguirão que a comunidade internacional jamais toleraria Osama assumindo o controle de qualquer nação no Oriente Médio. Eles lançariam seu poderio militar contra ele para destruí-lo.

Provavelmente, eles tentariam fazer exatamente isso. Mas você precisa lembrar-se de quem é o protetor do Anticristo. Ele é o “deus das fortalezas.” Esse ser espiritual, que é o “príncipe deste mundo” (Jo 14:30), vai, com todo o seu poder, proteger o Anticristo de ataques. Ele será como uma fortaleza especial para o Anticristo. Será praticamente impossível matar alguém com esse tipo de proteção.

Apenas como um exemplo, lembre-se de quantas vezes os Estados Unidos tentaram assassinar Fidel Castro? Eles também tentaram pegar Muammar Qaddafi, mas sem sucesso. Muitos desses líderes parecem ter um jeito misterioso de escapar e evitar todas as tentativas contra suas vidas. O Anticristo terá uma proteção poderosamente satânica à sua volta.

Ainda um outro fator que o leitor deve considerar é que Deus mesmo está planejando usar o Anticristo. Ele o usará para propósitos variados, incluindo o cumprimento do julgamento divino sobre a Babilônia (Ap 17:17, 18). Assim, é lógico que Deus também estará protegendo o Anticristo de qualquer um que tente destruí-lo, até que Ele tenha cumprido os Seus planos. Com tanta proteção sobrenatural, será difícil matar o Anticristo!

Este autor não está insistindo no fato de que Osama Bin Laden será, de fato, o vindouro Anticristo. Por favor, não se precipite em tirar esta conclusão. Osama poderá ter desaparecido de cena muito tempo antes do fim desta era.

Somente gostaria de destacar o fato de que ele é alguém que tem ambições para se tornar exatamente tal líder. Ele tem notoriedade, dinheiro e seguidores. Ele é extremamente popular entre o segmento radical das populações muçulmanas do mundo atual.

Portanto, ele é um candidato muito forte, a quem devemos observar. No entanto, se ele for morto ou se ele não for bem sucedido nos seus desejos, há milhares de outros radicais bem parecidos com ele esperando na fila para assumir o seu lugar.


O FALSO PROFETA



Para ajudá-lo a assumir o poder e a “deidade”, o Anticristo parece possuir um tipo de ajudante ou profeta. Essa figura age, talvez, como um tipo de vice-presidente. É possível que a Besta mesma se mantenha por detrás da cena e permita que esse falso profeta seja o seu “testa-de-ferro”, especialmente com respeito a reivindicar a deidade. Nós lemos que essa figura “...faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta” (Ap 13:12).

Para reforçar a proclamação desse profeta de que a besta é divina, há os seus milagres. Ele recebe a permissão de Deus e o poder de Satanás para realizar milagres incríveis.

Essa segunda besta “...também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu” (Ap 13:13,14).

Talvez você tenha pensado com frequência nesta segunda besta ou falso profeta como um indivíduo. Mas, biblicamente, ele precisa ser muito mais do que isso. Ele deve ser o governante de alguma nação. Isso nos é mostrado pelo fato de que ele é chamado uma “besta”. Na profecia bíblica, tanto em Daniel quanto em Apocalipse, toda besta que aparece é sempre o líder de um reino.

Em todas as outras visões, uma besta é o representante tanto do reino quanto do seu governante. Portanto, é inconsistente com o restante das escrituras que o falso profeta, ou a segunda besta, seja um simples indivíduo, sem que haja uma nação por detrás dele. O falso Profeta tem que ser o governante de algum país. Esse é um sinal importante.

A segunda besta não é apenas um líder nacional, mas parece que ela também compartilha o governo com outra pessoa. Nós lemos que essa segunda besta tem “dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão” (Ap 13:11).

Se você se lembrar da nossa prévia discussão sobre o significado dos chifres na profecia bíblica, você se recordará do fato de que os dois chifres numa besta representam dois governantes simultâneos. Portanto, para que haja consistência, essa segunda besta tem que ser algum tipo de governante adjunto (ou co-governante) de uma nação.

Embora isso possa lhe parecer um pouco estranho, nós podemos encontrar algo semelhante a isso no mundo hoje. O Irã, por exemplo, parece ter um sistema de governo duplo, com dois governantes. Ele tem um governo religioso com o seu Aiatolá, ou líder espiritual, juntamente com um governo secular, com seu governante ou presidente. Isso nos daria dois “chifres”.

Talvez as escrituras estejam indicando esse exato tipo de composição. Portanto, nós devemos ser sábios e manter os nossos olhos na situação que se desenvolve no Irã, tanto na liderança, quanto no programa de desenvolvimento nuclear. Com o passar do tempo, essas coisas se tornarão mais claras.

Pode ser que a nação liderada pelo falso profeta seja parte das dez que o Anticristo, ao final, reunirá. Todavia, isso não seria biblicamente necessário.

É apenas importante que este país exista e que um de seus governantes se torne um participante muito ativo no domínio do Anticristo. Parece bastante provável que esta será uma nação que é dominada pelos muçulmanos radicais. Talvez, eles verão o Anticristo como alguém que poderá levar adiante os interesses deles.


A RESSURREIÇÃO DO ANTICRISTO



Um outro fator ainda, que promove a adoração da besta, é o que alguns têm chamado de uma “falsa ressurreição”. Evidentemente, o Anticristo não será bem quisto por todos. Em algum momento da sua história, alguém tentará matá-lo.

Por um momento, o Anticristo será invulnerável. Devido à sua proteção sobrenatural, ninguém será capaz de apanhá-lo. Todavia, ao final, alguém conseguirá ferí-lo, talvez fatalmente. Parece que isso será uma ferida na cabeça.

Nós lemos: “Então vi uma de suas cabeças como golpeada de morte.”

Mas isso não significa o seu fim ou o fim do seu reino. De alguma forma, essa “ferida mortal será curada.” O resultado do retorno desta morte é que “...toda a terra se maravilhará, seguindo a besta” (Ap 13:3).

É muito possível que essa cura milagrosa seja um resultado do poder do diabo. Provavelmente, Satanás é aquele que curará essa Besta. Certamente, tal magnificente revificação dos mortos fará com que as pessoas – especialmente os muçulmanos que estão à procura de tais coisas – fiquem maravilhadas.

Esse fato aumentaria a estima do Anticristo aos olhos dessas pessoas e serviria para desfazer quaisquer dúvidas que elas pudessem ter. Essa “ressurreição” dos mortos – não importa como ela aconteça – contribuirá grandemente para fortalecer a Besta. Isso lhe dará um tipo de supranatural auréola de poder e invencibilidade.

Isso levanta um outro pensamento: Depois que o Anticristo for ferido é possível que o próprio diabo entre em seu corpo, levando a efeito, assim, certo tipo de cura. Isso pode coincidir, possivelmente, com o tempo em que Satanás será, finalmente, lançado do céu à terra (Ap 12:9,13). Essa pode ser a forma, então, como essa falsa ressurreição será realizada.

Outra possibilidade é que, neste tempo, o espírito de Antíoco Epífanes será retirado de qualquer lugar onde esteja e passará a habitar esse corpo (veja Ap 17:8). Seja lá o que, de fato, venha ocorrer, essa ferida e a sua cura servirão somente para promover a popularidade da Besta.







3.



UM “GOVERNO MUNDIAL”




Durante todos os meus anos como um cristão, constantemente ouvi sobre a vinda de “um governo mundial”, o qual, supostamente, seria dirigido pelo Anticristo. Mas tenho lido as escrituras, várias e várias vezes, e não encontro um verso sequer que ensine isso. Parece que a vasta maioria dos cristãos acredita na vinda dessa administração universal, mas onde está a base bíblica para isso? Vamos gastar um tempo para considerarmos alguns versos, juntos.

Cada leitor deveria saber a esta altura que a coalizão do Anticristo é formada por dez nações. É isso mesmo, apenas dez. Esse fato é repetido várias e várias vezes na bíblia. No mundo atual, temos mais de 250 diferentes nações. Agora, como é possível que o Anticristo seja o dirigente de um tipo de “governo mundial” quando, segundo as escrituras, ele governará somente dez países? Isso simplesmente não faz sentido.

De fato, quando ele se levantar, ele nem mesmo assumirá o controle dessas dez nações. Ele tomará o controle de apenas três. Nós lemos: “Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados...” (Dn 7:8). O anjo explicou a Daniel que isso significava que o Anticristo “subjugaria três reis” (Dn 7:24).

Como você vê, quando assumir o poder, o Anticristo irá, de fato, controlar, ele próprio, somente três nações do mundo. Este pode não ser o seu conceito, mas é, com certeza, bíblico. Ao final, após obter o controle de três países, a Besta persuadirá sete outras nações a se aliarem a ela. Não nos é dito se elas o farão por medo, ou se concordarão com os interesses dela.

Uma dica que temos é que “ele dividirá a terra por prêmio” (Dn 11:39). Isso pode significar que ele concederá domínio ou porções de terra àqueles que concordarem com ele e trabalharem em favor de suas metas. Sejam quais forem as razões, sete outros “reis” farão aliança com ele para cumprir com os propósitos dele (e, como veremos, com alguns propósitos de Deus). O que podemos saber, com certeza, é que esses outros reis “...oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem” (Ap 17:13).

A propósito, queridos leitores, vocês podem se esquecer de todas as teorias de conspiração que vocês ouviram, como explicação para os eventos dos fins dos tempos. Não se preocupem com as Nações Unidas, os Illuminati (o nome Illuminati é algumas vezes empregado como sinônimo de Nova Ordem Mundial – N.T), os Bilderburgs, a Comissão Trilateral, o Concílio sobre as Relações Estrangeiras, o Clube das Caveiras e Ossos ou quaisquer outras coisas desta sorte.

O problema com todas estas supostas conspirações é que elas não possuem qualquer base bíblica ou elas foram associadas a alguns poucos versos. Elas se apoiam em fios doutrinários muito tênues, tendo quase nenhum fundamento bíblico, mas muita imaginação.

Consequentemente, essas coisas têm um apelo mental, mas não são doutrinariamente sadias. Não há dúvidas de que esses vários grupos existem. Talvez eles até mesmo imaginem que estão movendo o mundo. Mas o que encontramos na Palavra de Deus é o que realmente vai acontecer. O que precisamos de fato aceitar são ensinamentos que unem todas as diversas profecias ao respeito dos eventos dos fins dos tempos de uma maneira ordeira e lógica – não teorias sobre conspirações.

Retornando à nossa discussão sobre “um governo mundial”, alguns irão, sem dúvida, dizer-me: “A Bíblia diz que ao Anticristo é dada autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação” (Ap 13:7).

Sim, eu realmente conheço esse verso. Ele deve ser a origem da ideia de “um governo mundial”. Com certeza, esse verso, juntamente com todos os outros que temos lido, precisam ser verdade. Entretanto, nós não podemos conceber uma doutrina ou desenhar um cenário do fim do mundo com base em um só verso. A fim de compreendermos o que Deus está nos revelando, todos os versos da Bíblia devem ser considerados. Seja qual for a nossa conclusão, precisamos harmonizá-la com todas as escrituras.

Esse verso não diz que o Anticristo “governa” toda tribo, língua e nação, mas apenas que ele tem “autoridade”, ou poder, sobre elas. Essa é uma distinção importante. Para se governar uma área, ou o mundo como um todo, seria preciso regular quase todo aspecto do sistema legal e sócio-econômico. Para controlar, ou “ter autoridade sobre”, deve-se apenas deter o poder para fazer com que outras pessoas façam o que você quer que elas façam.

Se você pensar sobre a situação de maneira lógica, ninguém seria capaz de conquistar o mundo militarmente. Em termos de logística, isso é impossível. Nenhum governante jamais poderia possuir suficientes tropas e equipamentos para invadir e subjugar o mundo. No entanto, é exatamente isso o que o Anticristo teria que fazer para estabelecer “um governo mundial”.

Usando a presente situação no Iraque e Afeganistão, como um exemplo, nós vemos rapidamente o absurdo desta ideia. Não obstante todo o seu poder, tecnologia e equipamento, os Estados Unidos estão tendo dificuldades para dominar esses pequenos países.

Do mesmo modo, qualquer invasor do mundo encontraria rapidamente obstáculos intransponíveis, especialmente vindos do tipo de guerra chamado guerrilha.

Voltando à nossa discussão do Anticristo, temos aprendido que ele se torna forte, com um pequeno número de seguidores (Dn 11:23). Obviamente, ele não terá o poder militar para sequer pensar a respeito de uma conquista global.

Além disso, ele não será popular entre a maior parte das nações. Por favor, lembre-se disso: O Anticristo não será universalmente popular! Portanto, ele deve obter o controle sobre o mundo utilizando-se de outros meios.

Talvez você imagine que as Nações Unidas sejam capazes de realizar a tarefa de subjugar o mundo para ele. Muitos supõem que, se o Anticristo puder controlar as Nações Unidas, então ele poderá usar esta instituição para realizar a tarefa para ele.

Mas, veja bem: as Nações Unidas têm uma dificuldade tremenda de lidar até mesmo com as confusões regionais de menores proporções com as quais ela tem lidado! Pequenos países do “terceiro mundo” têm provado que é impossível para as Nações Unidas manterem o controle. Recentemente, por exemplo, ela não conseguiu consertar a situação no Haiti, um dos menores e mais pobres países do mundo.

Mesmo no caso de muitas nações contribuírem, as Nações Unidas jamais dominarão o mundo militarmente. Isso é simplesmente impossível. Não há homens e equipamentos suficientes. O Anticristo então, deve ter algum outro mecanismo através do qual ele forçará o mundo a aceitar o seu novo tipo de religião.

Uma outra ideia, na qual muitos acreditam, é que alguém ganhará popularidade mundial, por exemplo, como líder das Nações Unidas, e, assim, unirá o mundo sob a sua liderança usando este fórum. Essa possibilidade é tão remota que quase chega a ser absurda.

Neste momento, por exemplo, estamos vendo uma tentativa sendo feita para unir toda a Europa num mercado comum. No entanto, eventos recentes estão expondo a fraqueza e fragilidade deste acordo. Várias nações têm rejeitado essa nova constituição. Algumas estão discutindo a possibilidade de se retirarem do acordo da moeda comum. Outras estão até mesmo analisando a ideia de se retirarem completamente da parceria.

Um artigo que vi na Internet, há alguns meses, confirma essa dificuldade. A CIA produziu um documento no qual prevê a desintegração da União Européia. É muito difícil, se não impossível, unir países com diferentes línguas, culturas e religiões. O Anticristo nem sequer fará essa tentativa.

Quando paramos para considerar todos esses fatos cuidadosamente, há outras possibilidades interessantes (além de “um governo mundial”) que vêm à mente, sobre como o Anticristo poderia controlar o mundo. Há outras poucas formas através das quais o Anticristo poderia governar somente dez nações e, mesmo assim, deter o poder de controlar o restante do mundo, para fazer o que ele quer. Vamos considerar estas possibilidades juntos.

Aqui estão os fatos que temos nas mãos com os quais podemos trabalhar: 1) O Anticristo se levanta no Oriente Médio. 2) As suas dez nações procedem dos remanescentes do Império Otomano, que inclui o Oriente Médio e o norte da África. 3) Ele governa diretamente sobre as dez nações, somente. 4) O Anticristo é, de alguma forma, capaz de forçar o restante do mundo a fazer a sua vontade.

Ele, evidentemente, será capaz de até mesmo exercer certo controle sobre o sistema econômico das nações, ditando quem pode ou não pode comprar e vender (Ap 13:17).

Então, de que forma ele poderá obter esse tipo de controle? Como é que alguém, governando sobre apenas dez nações, poderia ser capaz de dominar o mundo e fazer com que as nações cumpram a sua vontade? O seu poder será tão grande que ele fará com que milhões de cristãos e judeus sejam mortos. Qual será o controle que ele terá sobre as nações do mundo, que fará com que elas estejam dispostas a participarem desse tipo de atrocidade?

Esta parte do nosso estudo tem como objetivo fornecer ao leitor certas ideias para reflexão sobre esses assuntos. Espera-se que isso apresente algumas possibilidades a ser consideradas à medida que os futuros eventos se desenvolvam.

A próxima seção não é baseada em qualquer parte das escrituras. Portanto, ela deve ser considerada como especulação. Os versos bíblicos que temos estudado sobre o Anticristo surgindo no Oriente Médio e tendo ali o seu reino são eternos. Eles sempre serão verdade. Mas nossas especulações, sobre como um ditador pode controlar o mundo, podem mudar com o tempo.

Apesar disso, vale a pena gastar algum tempo aqui para considerarmos como um Anticristo da atualidade poderia executar esta tarefa.


PETRÓLEO



Óleo é uma palavra muito pequena. Mas ela tem um grande impacto no nosso mundo moderno. Hoje, todas as nações ao redor do globo são viciadas em petróleo. Elas precisam tê-lo. Elas dependem dele. Sem petróleo, elas não poderiam plantar. Elas não poderiam colher. E se pudessem fazê-lo, elas não conseguiriam transportar o que produzissem. Ninguém poderia dirigir até as lojas para comprar comida, roupas e outras mercadorias.

Sem petróleo, os aviões não poderiam voar, os caminhões não funcionariam e os navios não se moveriam. Ninguém poderia, na realidade, comprar ou vender (exceto a nível local), uma vez que praticamente todos os sistemas modernos de transporte dependem de petróleo. Se uma nação hoje não pudesse obter petróleo, uma situação de pânico e pandemônio se instalaria. A dependência que o mundo tem do petróleo é crônica.

O mundo moderno é completamente dependente do petróleo. Portanto, se alguém pudesse conseguir uma forma de obter o controle do suprimento de petróleo do mundo ou, pelo menos, de uma boa parte deste, essa pessoa seria capaz de manipular todos, ou, pelo menos, a maioria daqueles que dependem de petróleo. Em resumo, ela poderia dominar o mundo.

É interessante observar que uma boa proporção do suplemento mundial de petróleo está no Oriente Médio. É ali que Deus achou por bem colocar muita quantidade de petróleo. É essa região, precisamente, que a Bíblia indica como sendo o domínio da vinda do homem do pecado.

Portanto, é uma suposição bastante razoável que ele obtenha o controle de uma grande proporção da reserva mundial de petróleo. Se assim for, então o Anticristo e as suas dez nações estariam numa posição de começar a ditar o que as outras nações devem fazer, para que continuem a receber petróleo.

Esse é um ponto extremamente importante. Não há, praticamente, qualquer outra mercadoria que seja tão necessária ao mundo moderno. O petróleo é, literalmente, o combustível que move cada economia moderna.

Isso não tem como ser segredo para qualquer indivíduo que está à procura de poder, vindo daquela região do mundo. Saddam Hussein compreendeu isso durante os seus dias. Ele atacou o Kuwait e parecia ter mais planos para invadir a Arábia Saudita. Ele travou guerras contra o Irã. Não há dúvida de que ele alimentava alguns pensamentos a respeito da consolidação do seu controle sobre os campos de petróleo naquela região.

Da mesma forma, o futuro Anticristo não tem como desconhecer as imensas possibilidades que estariam disponíveis para uma pessoa que pudesse deter o controle dessas ricas áreas de petróleo no mundo.

É interessante notar que a Bíblia sugere a possibilidade de que o Anticristo controlará alguns campos de petróleo do Oriente Médio. Daniel 11:24 diz: “Quando as províncias mais ricas se sentirem seguras, ele as invadirá...” (NVI). A palavra hebraica para “mais ricas” pode ser traduzida por “petróleo, ou óleo” (certamente há uma correlação entre petróleo e riquezas). A palavra “províncias” é literalmente “Medina”, que é tanto uma região desértica, quanto uma cidade na Arábia Saudita hoje.

Usando essas duas traduções possíveis, poderíamos, então, ler: “Ele entrará pacificamente...nos lugares do deserto de Medina [Arábia Saudita], que estão cheios de petróleo”. Embora não possamos insistir que esta é a tradução correta, ela, por certo, sustenta esses nossos postulados.Qualquer pessoa que conseguisse conquistar ou adquirir o controle do Oriente Médio teria o restante do mundo num barril – um barril de petróleo. Ela poderia “dar as cartas”. Ela poderia ditar para a maioria dos outros países o que eles teriam que fazer, para continuar recebendo petróleo.

Para que qualquer comércio continuasse a se sustentar, para que as economias das outras nações continuassem a funcionar, elas teriam que ter petróleo. Na verdade, para que a maioria dos países continuem a comer, eles dependem completamente do petróleo para o seu sistema de transporte. Quanto mais industrializado é um país, maior é a sua necessidade de petróleo.

Consequentemente, alguém que controlasse o petróleo poderia controlar estes países. A fórmula é simples, se você pudesse controlar o petróleo, você poderia controlar o mundo.

Curiosamente, muitas das nações mais “desenvolvidas” produzem muito pouco petróleo por conta própria. O Japão, por exemplo, importa 99% do seu petróleo. A Europa produz muito pouco, exceto no Mar do Norte.

Creio que os Estados Unidos extraem somente cerca de 40% do petróleo que precisa. A Índia e a China, com suas crescentes economias e populações, estão aumentando, dramaticamente, o uso de petróleo a cada ano. No entanto, eles produzem muito pouco petróleo. Essa é uma das razões por que petróleo é tão caro hoje.

Consequentemente, essas e a maioria das outras nações do mundo são completamente vulneráveis a qualquer pessoa que seja capaz de obter o controle das áreas de produção de petróleo do Oriente Médio. Portanto, se o vindouro Anticristo consolidasse o seu controle sobre os campos de petróleo do Oriente Médio, ele estaria numa boa posição para começar a ditar os seus termos para aqueles que precisam de petróleo.

Talvez haja alguns poucos países que não seriam gravemente afetados pela consolidação desse poder no Oriente Médio. A Nigéria produz petróleo e, assim, estaria provavelmente isenta. Além disso, a liderança nacional desta nação é, principalmente, muçulmana. A Venezuela também extrai muito petróleo. O México produz mais do que o suficiente para as suas necessidades no momento. O Brasil já está quase autossuficiente em energia. A Rússia parece estar imune às ameaças concernentes ao petróleo.

Entretanto, é muito possível que o vindouro Anticristo tenha uma outra arma, além do petróleo, que ele poderá usar para forçar outros a fazer a sua vontade.


TERRORISMO



É muito lógico acreditar que alguém (como Osama Bin Laden) que conseguisse consolidar o seu poder entre dez nações no Oriente Médio e no Norte da África, estaria familiarizado com o uso do terrorismo. Alguns desses países já possuem, ou possuirão em breve, armas nucleares e mísseis. Essas nações nucleares poderiam facilmente ser parte daquele que se tornará o império do Anticristo.

Portanto, o homem do pecado poderia ter duas armas diferentes com as quais poderia controlar o restante do mundo. Ele, provavelmente, Terá um “tiro duplo”, por assim dizer, com uma arma em cada mão.

Numa mão, ele terá a arma do petróleo para persuadir as nações a obedecerem sua vontade. Na outra, ele, provavelmente, terá as armas de destruição em massa à sua disposição, para aqueles países que são, de certa forma, imunes às suas ameaças provindas do fornecimento de petróleo.

Muitas nações que poderiam não ceder facilmente por serem privadas do abastecimento de petróleo, poderiam rapidamente mudar de ideia, se uma de suas mais importantes cidades repentinamente sumir, em fogo e fumaça. Além disso, a mera observação de outros países sofrendo esse tipo de ataque, por causa da desobediência, pode ser o bastante para persuadi-las.

No Oriente Médio, hoje, não falta fanáticos prontos a sacrificar suas vidas para levar adiante suas causas. Homens-bombas parecem abundar. É parte da religião islâmica morrer pela causa islâmica, pois isso garante aos fiéis um lugar no paraíso. Esse parece ser um incentivo poderoso.

Portanto, a ameaça de uma retaliação nuclear contra qualquer governante, que usasse uma bomba atômica com propósitos terroristas, pode não ter o mesmo efeito inibidor que teria em outras nações.

É bastante plausível pensar que o Anticristo possuirá e usará armas atômicas. Embora não haja qualquer prova bíblica absoluta disto, nós temos algumas indicações nesta direção, a qual examinaremos à medida que prosseguirmos.

Também, esta é uma conclusão lógica que tiramos da situação do nosso mundo atual.

Qualquer déspota procedente do Oriente Médio, que desejasse dominar o mundo, certamente consideraria essas possibilidades. Ao usar essas técnicas, ele pressionaria as outras nações a se converterem à sua novíssima religião muçulmana. Ao usar essas duas alavancas, ele poderia tornar-se muito persuasivo.


COMBUSTÍVEIS ALTERNATIVOS



Se algum tirano obtivesse o controle da maior parte do petróleo mundial e começasse a tentar ditar a política para as nações, o que elas fariam? Uma possibilidade seria tentar encontrar alternativas para os combustíveis que elas precisam.

No entanto, encontrar fontes de combustíveis alternativos tem demonstrado não ser uma tarefa muito fácil. Nos Estados Unidos, por exemplo, tem havido uma estranha resistência ao desenvolvimento de novas formas de energia. Há certo progresso em algumas poucas áreas, mas esse progresso tem um impacto muito pequeno sobre o combustível consumido pela população.

Além disso, se outros tais combustíveis fossem desenvolvidos, a infraestrutura para produzir e distribuir amplamente esses produtos demandaria muitos anos para ser instalada. Combustível a partir do hidrogênio, por exemplo, é algo que está a muitos anos distante de ser comercialmente viável.

Além disso, os Estados Unidos têm sido bem lentos em explorar a energia que lhe está disponível hoje. Parece que há muito petróleo no Alaska, mas até recentemente, os ambientalistas têm tornado quase impossível a perfuração desta área. O Canadá possui tremendos depósitos de áreas de petróleo, mas a infraestrutura para usufruir desses depósitos está se desenvolvendo somente agora. Embora pareça haver petróleo que possa ser usado, as circunstâncias têm impedido que isso aconteça.

É quase como se houvesse uma resistência invisível para que o mundo se torne independente do petróleo do Oriente Médio. Parece que os eventos são controlados ou guiados por poderes que vão além de toda a lógica.

Isso pode nos levar a suspeitar que há alguma força ou forças sobrenaturais por trás dessas coisas. É certamente verdadeiro o fato de que o próprio Deus é o poder que está por detrás de muitas das decisões e eventos que afetam as nossas vidas.

Por meio de algum projeto sobrenatural, é o Oriente Médio que possui uma grande porção da reserva mundial de petróleo. A dependência do mundo do petróleo não é, por certo, um acidente.

Além do mais, a aparente incapacidade das nações para desenvolverem outras fontes de energia não tem acontecido por acaso. É como se o palco estivesse sendo armado para que o ditador do Oriente Médio se levante e seja capaz de impor muitas exigências religiosas sobre as outras nações, simplesmente porque ele controlará tanta quantidade de petróleo.

É claro, ninguém pode estar seguro sobre como o futuro se revelará exatamente, mas a situação atual do mundo, por certo, sugere tais possibilidades. O mundo moderno, como um todo, é vulnerável a qualquer um que possa controlar o petróleo do Oriente Médio.

Segundo as escrituras, vimos que o vindouro Anticristo é aquele que assumirá o domínio sobre aquela porção do globo. Portanto, é quase certo que ele também controlará muito do suprimento mundial de petróleo. Isso, provavelmente, o colocará numa posição de poder ditar os termos para aqueles que necessitarem de petróleo. As nações sobre as quais o Anticristo impuser as suas exigências terão que lhe declarar guerra ou ceder.

Se, como temos postulado, esse ditador possuísse armas nucleares e mostrasse disposição para usá-las, isso deteria qualquer ação militar contra ele. Muitas nações não teriam outra alternativa viável a não ser a cooperação. Será certamente interessante observar como todas essas coisas acontecerão juntas no fim do mundo, que está por vir.







4.



O TEMPO DE DEUS




Deus tem o tempo Dele. Ele não está fazendo as coisas aleatoriamente. Ele também não está improvisando, à medida que o tempo passa – observando como as coisas se desenvolvem e, então, fazendo mudanças de planos apropriadas. Ao invés disso, desde o início, Deus sabe exatamente quando e como cada evento ocorrerá.

Diferentemente de Deus, que é infinito e não está limitado pelo tempo, nós seres humanos somos finitos e limitados, tanto pelo tempo, quanto pelo espaço. Não podemos conhecer o futuro, a menos que Deus o revele a nós. Nós somos completamente dependentes Dele.

Nas discussões concernentes ao fim dos tempos ou ao fim desta presente era, têm havido muita especulação ao longo dos anos. Ensinamentos, opiniões, previsões e interpretações abundaram e ainda abundam. Eu não conheço outra área da interpretação bíblica que seja tão cheia de tanta confusão, diferentes opiniões e erros, como o assunto das profecias concernentes ao futuro.

Muitos dos equívocos do passado aconteceram porque as pessoas interpretaram as profecias das escrituras à luz dos seus eventos contemporâneos. Eles olharam para a Bíblia através das lentes da sua situação sociopolítica. Por exemplo: Muitas pessoas, durante a Segunda Guerra Mundial, pensavam que Hitler fosse o Anticristo. Isto é compreensível. Com certeza, ele foi uma pessoa perversa, que perseguiu os judeus.

Outros têm predito a segunda vinda de Cristo. Talvez, alguns de vocês se lembrem do breve tumulto criado por um pequeno livro, que reivindicava o fato de que Cristo estava voltando em 1988. Nenhuma dessas coisas se mostrou verdadeira.

Entretanto, as ideias apresentadas aqui se prestam a um bom propósito: Elas o farão refletir. Se o homem do pecado se manifestar em nosso tempo, então, há certos eventos que terão que ocorrer para se cumprirem as escrituras.

Esses pensamentos dão ao crente em Jesus direções para as quais ele deve olhar. Se nada acontecer como temos imaginado, tudo bem. Mas se os próprios eventos que temos apresentado, ou eventos similares a esses, começarem a acontecer, então saberemos que o tempo chegou.


UMA FÓRMULA DIVINA



Tendo dito essas coisas, quero enfatizar que Deus nos revela uma parte do Seu tempo. Ele realmente nos dá um tipo de cronologia de eventos para nos orientar. É verdade que ninguém sabe o dia ou a hora da segunda vinda de Jesus (Mt 25:13). Mas, apesar de ser impossível predizer com exatidão as datas dos eventos da Sua vinda, algumas orientações gerais nos são fornecidas. Deus não nos deixou inteiramente na escuridão. Dessas orientações gerais, as minhas prediletas são aquelas dadas por Pedro.

Pedro era um pescador. Ele não era uma pessoa culta. Entretanto, ele se tornou alguém que tinha intimidade com Deus e que O ouvia com clareza. Ao nos ensinar sobre o fim desta era e sobre a segunda vinda de Jesus, ele fala sobre o problema do aparecimento dos céticos.

Ele se dirige àqueles que ao final desta era se depararão com muitos “escarnecedores...nos últimos dias”, que dirão: “Onde está a promessa da sua vinda?” (2 Pe 3:3,4). Ele afirma que essas pessoas “deliberadamente esquecem” de como Deus julgou a terra antes e de como Ele o fará novamente (2 Pe 3:5-7).

Assim, ele adverte aos seus leitores a não se esquecerem de uma coisa. Há um fato importante sobre esse assunto, o qual ele enfaticamente pede que eles não se esqueçam, e este é: “...que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia” (2 Pe 3:8). Aqui, Pedro os está lembrando do tempo de Deus. É algo que o Senhor revelou a ele, e sobre o que ele adverte aos seus leitores (e a nós) a se lembrarem.

Muitos parecem supor que Pedro está simplesmente fazendo poesia aqui. Eles imaginam que ele está meramente dizendo algo como: “Oh, vai ser um tempo longo!”; “Quem sabe quão longo?”; ou, “Nunca se sabe”... “Não se pode prever Deus”... “Ele está tão à nossa frente!” Mas, será isso, de fato, que Pedro está tão ansioso de que lembremos? Será essa a sua resposta ungida para todos os céticos? O que ele realmente pretende comunicar é algo assim tão vago e incerto?

O que aconteceria se tomássemos as palavras de Pedro literalmente? E se ele estiver nos fornecendo uma equação literal? Teríamos, então, uma fórmula divina, inspirada e simples, para o fim dos tempos. A fórmula seria:

um dia = mil anos.

Se aplicássemos essa fórmula aos seis dias da criação e ao sétimo dia de descanso, chegaríamos à seguinte idéia: desde o início, Deus planejou a terra para existir 6.000 anos mais os 1.000 (do Milênio). Isso totalizaria 7.000 anos, ou sete “dias”.

Aplicar essa fórmula dessa forma não é estender as escrituras além do seu contexto. Pedro está falando aqui sobre “o início da criação” (vs. 4), sobre os céus e a terra que foram criados e sobre o futuro julgamento e o fim do mundo. Portanto, é muito lógico aplicar-se a fórmula dessa maneira.

Se assim for, nós esperaríamos o retorno de Cristo acontecer cerca de 6.000 anos depois da criação de Adão. De acordo com vários estudiosos da cronologia bíblica, nós estamos bem próximos dessa data agora. Muitos irmãos entendidos têm traçado o cordão tênue das datas ao longo da Bíblia. Eles fazem o cálculo de suas conclusões, tendo como base as idades de indivíduos, os reinados de reis e outros números indicados nas escrituras. Embora pareça que nem sequer dois deles concordem entre si, todos chegaram à mesma conclusão, aproximadamente.

A conclusão é: Da criação de Adão e Eva até a aliança com Abraão, cerca de 2.000 anos se passaram; de Abraão a Cristo, também cerca de 2.000; de Cristo até hoje, cerca de 2.000. Esse último número é de fácil compreensão. Nós podemos simplesmente olhar um calendário moderno e perceber que cerca de 2.000 anos se passaram desde o nascimento de Cristo.

Portanto, a fórmula de Pedro funciona assim como nós supomos. Desde os seis dias da criação até hoje, mais ou menos 6.000 anos se passaram. Portanto, nós devemos estar esperando o fim dos tempos a qualquer momento. Entretanto, nós devemos nos lembrar de que essas datas não são exatas.

Estudiosos debatem, por exemplo, sobre a data precisa do nascimento de Jesus. Os cálculos de alguns estudiosos da cronologia do Velho Testamento também diferem uns dos outros em cerca de 85 anos. Assim, podemos apenas concluir que estamos agora a cerca de 6.000 anos desde o início.

Outro fator que poderíamos considerar é que a crucificação de Cristo foi uma data muito mais central na história mundial do que o Seu nascimento. Portanto, se contássemos os 2.000 anos a partir da cruz (que teve lugar aproximadamente entre 27 e 33 A.D.), e não a partir da manjedoura, então não deveríamos esperar o retorno de Jesus antes do período de 2.027 a 2.033 A.D. Isso colocaria a segunda vinda em torno de 17 a 22 anos a partir de hoje.

Ninguém deve basear sua fé sobre a base de um cálculo tão rudimentar como este. Mas ele pode nos dar uma ideia sobre onde podemos estar no calendário de Deus.


DOIS EVENTOS IMPORTANTES



Uma outra coisa que sabemos claramente a partir das escrituras é que o “dia” do aparecimento do Senhor não se dará até que dois eventos aconteçam. Um desses é chamado a grande “apostasia” (2 Ts 2:3). Literalmente, isso significa “deserção” ou “revolta”.

Incrivelmente, alguns professores da Bíblia têm tentado transformar esse evento no arrebatamento. Eles ensinam que esta palavra pode significar “partida”. Com base nisso, eles insistem que Jesus não virá até que a igreja tenha “partido”.

É muito interessante notar que a palavra grega aqui é “APOSTASIA”, que é literalmente traduzida como “apostasia”. Desta forma, nós temos a honra de ser a única geração na história da igreja que tem torcido as escrituras a um ponto tão extremo. Nós conseguimos converter a maior apostasia de todos os tempos em arrebatamento. Mas, voltando ao nosso pensamento original, a grande apostasia ou a revolta contra a verdade de Jesus, deve ocorrer.

O segundo evento é que o “homem do pecado” deve ser revelado (2 Ts 2:3). Isso significa que o Anticristo será visto e conhecido pelo que ele é, antes do dia do retorno de Jesus. Não está muito claro, a partir da Palavra de Deus, exatamente quando o Anticristo será “revelado”.

Alguns pensam que isso se dará no início do período de sete anos conhecido como a “tribulação”. Outros especulam afirmando que isso se dará no meio deste período de tribulação, três anos e meio antes do fim.

Mas não há um verso sequer que demande qualquer dessas duas interpretações. É possível que a Besta se levante de uma maneira declarada, muitos anos antes dos eventos que marcarão o início da tribulação. Nós, provavelmente, seremos capazes de reconhecer o Anticristo ao vê-lo envolvido nos eventos que estamos estudando neste livro. Essas coisas poderão ocorrer alguns anos antes que ele consolide o seu poder ou comece a sua perseguição aos santos. O nosso não tão refinado cálculo acima nos deu de 17 a 22 anos até o fim desta era. Subtraindo 7 anos de tribulação, teríamos de 10 a 15 anos, a contar de hoje.

Mas o Anticristo vai gastar certo tempo para estabelecer o seu reino e consolidar o seu poder. Isso não acontecerá da noite para o dia. Desta forma, o Anticristo poderia ser reconhecido por alguns anos, digamos de 10 a 15 anos antes do início da tribulação. Isso poderia significar que agora, ou muito em breve, nós poderemos ser capazes de identificar alguém que está começando a cumprir as profecias que dizem respeito a esse personagem.

Esse cálculo não pode ser tomado como sendo exato ou confiável. Somente o tempo nos dirá se nossas cogitações estão corretas. Mas essas idéias, com certeza, nos dão uma direção para a qual olhar. Elas são úteis como um tipo de ponto de referência com o qual comparar os eventos presentes. Assim, se virmos as coisas se encaixando de acordo com as escrituras que temos examinado, podemos, então, saber que o tempo é breve, de fato.


“ESTA GERAÇÃO”



Outra passagem que tem lugar em nossa discussão é encontrada em Lucas 21. Ali, Jesus está ensinando os Seus discípulos sobre os sinais dos tempos e o fim do mundo. Como parte de Sua dissertação, Ele diz: “Em verdade vos digo que não passará esta geração, sem que tudo isso aconteça” (Lc 21:32).

Esse verso tem sido objeto de muito debate. O que Jesus quis dizer por “esta geração” é frequentemente debatido. Entretanto, parece claro que isso precisa incluir a geração que contemplará certos sinais. Entre esses sinais, temos:“...até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles [permanecer em poder dos gentios]” (Lc 21:24).

No ano 70 A.D., o general romano Tito conquistou e destruiu Jerusalém. Desde então, até recentemente, ela esteve sob a dominação “gentia”, ao invés da judaica. Mas em 1967, a antiga e histórica parte da cidade de Jerusalém voltou às mãos dos judeus, depois de quase 2.000 anos.

Esse evento é, provavelmente, o cumprimento do pronunciamento de Jesus mencionado acima. Essas coisas, então, dão-nos conta de que o fim se dará no contexto da geração desse evento.

Alguns, equivocadamente, começaram os seus cálculos a partir do tempo em que Israel tornou-se uma nação, isto é, em 1948. Mas o verso aqui, especificamente, diz “Jerusalém”, não Israel.

Mas, o que é “uma geração” de acordo com a Bíblia? Há versos que mencionam o número de 40 anos. Outros parecem dizer 100 anos. Devido aos seus pecados, os filhos de Israel vagaram pelo deserto até que uma geração morresse. Isso levou 40 anos. No entanto, todo esse grupo que morreu tinha 20 anos ou mais, quando a rebelião aconteceu (Nm 14:29). Dessa forma, alguns dessa “geração” que morreram teriam chegado aos 60 anos de idade, ou até mais, dependendo da idade de cada um, quando eles foram amaldiçoados.

O número de 40 anos na Bíblia deve significar que é preciso quarenta anos para uma geração gerar ou produzir outra geração. Isso não significa que uma geração é limitada a 40 anos. As palavras exatas que lemos em Lucas são “não passará esta geração.” Assim, toda a “geração” que viu Jerusalém retornar ao domínio dos judeus terá que morrer, a fim de que ela “passe”. Isso tomaria 70 anos estimadamente, se levarmos em conta o período de vida do homem moderno.

Mas lembre-se de que esta geração não passará. Portanto, nós precisamos olhar para um período de anos menor que esse, digamos, de 60 anos. Se tomarmos a nossa data de 1967 e acrescentarmos 60 anos, isso nos colocaria em 2027.

Esse número encaixa-se muito bem com os nossos cálculos usando a fórmula de Pedro. Subtraindo 7 anos de tribulação, teremos 10 anos a contar de hoje. Pode-se perceber, sem dúvida, que há muita conjectura envolvida em nossa matemática aqui. Esses números não devem, de forma alguma, ser tomados como sendo exatos. Eles apenas nos dão ideias a respeito do que pode acontecer.

Portanto, a única fonte confiável que temos para crer é Jesus Cristo. Ele é o Único que nos mostrará como os eventos dos nossos dias se encaixam, ou não, nos Seus planos. Somente se estivermos caminhando em intimidade com Ele é que aquele dia não virá sobre nós repentinamente (Lc 21:34).







5.



PERSEGUIÇÃO




Sem dúvida que, durante a leitura deste livro, muitos cristãos devem estar pensando: “Mas, e quanto ao arrebatamento? Todos esses horrores não poderão acontecer aos cristãos. Eles já terão sido levados, quando o tempo de todas essas coisas chegar. Portanto, nós não temos que nos preocupar com elas”.

Bem, que Deus abençoe, meu irmão ou irmã, e que isso aconteça exatamente como você diz. Mas, se não acontecer, então você pode encontrar- se numa situação muito difícil, sem ter feito qualquer preparo.

Na verdade, a Bíblia é muito específica sobre o tempo daquilo que é denominado de “arrebatamento”. Não há qualquer mistério, de fato. A Palavra de Deus não deixa qualquer espaço para dúvidas. O segredo aqui tem a ver com uma trombeta – uma trombeta bem específica chamada a “última trombeta”. Quando esta última trombeta soar, “...os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Co 15:52).

Esta é a mesma trombeta que é encontrada novamente em 1 Tessalonicenses 4:16,17, onde lemos: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor”.

Então, essa “última trombeta” é o sinal para o arrebatamento (1 Co 15:52). Isso é um fato seguro e fácil de se entender. Se não houver a última trombeta, não há arrebatamento.

Mas quando ocorrerá esta trombeta final? Por definição, deve ser: 1) a mesma que a sétima trombeta, que soa quase ao final da tribulação (Ap 10:7); ou 2) uma “última trombeta” mais tardia, que soa tão logo termine a tribulação.

Isto é porque, para que a palavra “última” tenha algum significado aqui, ela não pode vir antes das outras trombetas da tribulação. Ela precisa vir mais tarde.

Apoiando a ideia de uma “última” trombeta mais tardia depois da tribulação, nós lemos: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias... ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunião os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24:29-31). Portanto, o arrebatamento precisa acontecer literalmente “logo em seguida” da tribulação, exatamente como diz a Palavra de Deus.

Alguns professores da Bíblia têm feito uma ginástica fantástica para tentar contrapor essa verdade óbvia. Estranhamente, para eles, os “eleitos” mencionados acima não são mais os crentes (quais são chamados de “eleitos” em várias outras partes do Novo Testamento, veja: Mt 24:24; Lc 18:7; Rm 8:33; Cl 3:12; Tt 1:1; 1 Pe 1:2,) mas eles imaginam que são os judeus – uma interpretação que carece de suporte bíblico.

Em seguida, para eles, essa trombeta se torna meramente parte de alguma festa de Israel e é dissociada das outras trombetas dos evangelhos e do Apocalipse, anulando, desta forma, a “última trombeta” bíblica que se aplica aqui. Esses argumentos são traiçoeiros e confusos. Não é necessário dizer que eles convencerão somente aqueles que quiserem ser convencidos.

Um grande argumento que alguns professores usam para debater a possibilidade dos cristãos experimentarem a tribulação aparece sob essa forma: “Durante o período da tribulação, Deus derramará a Sua ira. Mas Ele nunca derramaria a Sua ira sobre os Seus próprios filhos”. Bem, vamos pensar sobre isso por um minuto. Deus não poderia julgar os injustos e, enquanto isto, também proteger o Seu próprio povo, mesmo os Seus filhos estando ainda na terra?

Quando os julgamentos de Deus foram executados sobre a terra do Egito, Deus protegeu o Seu povo que vivia lá de algumas das pragas (Ex 8:22).

Também, antes de abrir o sétimo selo, quando os julgamentos de Deus começarem a cair duramente sobre a terra, alguns servos de Deus serão selados em suas testas (Ap 7:3). É óbvio, a partir do contexto, que eles serão selados de tal forma que os julgamentos que virão sobre os outros não os atingarão.

Se esses servos são somente os judeus ou simbolizam os cristãos, não interessa realmente. O fato é que Deus é capaz e está protegendo o Seu povo em meio aos Seus julgamentos. Portanto, não é necessário que Ele retire rapidamente os Seus filhos da terra, antes que os Seus julgamentos venham.

Quando era um jovem cristão, eu me lembro de ter assistido um filme sobre o fim dos tempos. Era um filme sobre a tribulação. No início do filme, antes que a verdadeira ação tivesse começado, um professor de Bíblia entrou em cena para explicar que nenhum cristão estaria na tribulação, porque Deus não permitiria que os Seus filhos sofressem. Então eles prosseguiram com o filme sobre alguns filhos de Deus convertidos e sofrendo em meio à tribulação.

A única diferença entre aqueles que sofreram e aqueles que não sofreram foi que aqueles que sofreram foram bastante infelizes por receberem a Cristo depois do arrebatamento. Evidentemente, alguém pensou que Deus amará menos aqueles filhos e, dessa forma, permitirá que eles sofram aquilo que os outros não sofreram. Este tipo de pensamento é completamente ilógico.

O argumento de que Deus nunca deixaria os filhos Dele sofrer, não é lógico. Por exemplo, não é possível que alguns crentes sofram no futuro mais do que muitos cristãos já sofreram nas mãos de seus inimigos. Inúmeros crentes já foram torturados de todas as formas concebíveis, desde os primeiros dias da igreja até agora. Deus permitiu que eles sofressem e sofressem intensamente.

No entanto, você pode estar seguro de que Deus amou estas pessoas. Por favor, não se deixe enganar por aqueles que estão pregando “paz e segurança” (1 Ts 5:3).

A minha impressão é que muitos cristãos realmente não querem ouvir esta mensagem. Eles não querem ser informados sobre algo que possa interromper as suas vidas prósperas e fáceis. Eles gostariam de fechar os seus olhos e ouvidos, de modo que nada pudesse entrar e os desafiar a mudar o seu relacionamento com o Senhor, o seu estilo de vida ou o lugar onde residem.

Muitos estão preocupados apenas com paz e segurança. Qualquer coisa que interrompa isso é rejeitada e descartada. No entanto, é precisamente num tempo de aparente paz e segurança que todas estas coisas começarão a acontecer. Além disso, elas acontecerão subitamente (1 Ts 5:3).

Se nós somos avisados antecipadamente, então nós também podemos estar preparados. Essa prontidão precisa envolver um preparo tanto espiritual quanto físico.


“PETRÓLEO POR CRISTÃOS”



Talvez você se lembre do escandaloso “Programa de Petróleo por Comida”, feito por Saddam Hussein e administrado pelas Nações Unidas. Bem, pode ser que o Anticristo inicie algo similar. Eu o chamo “Programa de Petróleo por Cristãos”.

Uma vez que ele consegue controle e/ou influência sobre as nações, ele poderá dizer às nações alguma coisa como: “Vocês entregam aqueles que não querem adorar à imagem e obterão a sua cota mensal de petróleo. Se vocês não os entregarem, vivos ou mortos, vocês não receberão petróleo”.

Isso então faria com que o governo de cada nação se tornasse responsável por reunir e entregar à morte qualquer pessoa que resistisse a essa nova fé. Sem dúvida, um grande número dessas pessoas seriam cristãs.

Veja bem, o Anticristo não terá que invadir o seu país. Ele não terá que enviar os seus exércitos para apanhá-lo onde quer que você esteja. Ele será capaz de simplesmente pressionar o seu governo a fazer tudo isso por ele. Cada governo, então, terá que usar quaisquer meios de que disponha para cumprir a vontade do Anticristo, de tal modo que possa obter o petróleo de que necessita para fazer as coisas funcionar.

Naturalmente, quanto mais desenvolvido for o país, mais eficientes serão os oficiais em encontrar e entregar os cristãos. As nações do “primeiro mundo” terão muitos aparelhos e técnicas sofisticadas para desenvolver este trabalho.

Pode ser que, como parte desse programa, o Anticristo possa designar cotas para vários governos. Adolph Hitler usou esse método. Ele designou para cada uma das áreas sob o seu controle uma cota de judeus a serem apanhados. Ele dava aos governos locais um limite de tempo para procurarem e entregarem certo número.

Sem dúvida, ele tinha certos informantes e oficiais que lhe davam uma ideia de qual deveria ser a cota. Esse sistema poderia funcionar muito bem para o Anticristo.


PROVOCANDO ÓDIO



Inicialmente é provável que, nos países onde os cristãos são numerosos, haja uma firme resistência a tal ação. Tais cristãos poderiam se pronunciar e manifestar, marchando e protestando contra a religião e os programas do Anticristo, contra fazer concessões e, é claro, contra ser negociados em troca de petróleo.

Mas, sem petróleo, as economias desses países começariam a sofrer. Os não cristãos logo começariam a sentir o impacto. Quando a falta de combustível começasse a atingir suas vidas, isto é, seu trabalho, sua prosperidade e até mesmo o sustento de suas famílias, eles começariam a odiar qualquer pessoa que se colocasse no caminho deles. Eles também iriam começar a se manifestar e protestar. Eles insistiriam para que seus governos fizessem qualquer coisa necessária para restaurar o status quo.

Se houvesse alguns cristãos manifestantes que se opusessem à rendição do seu governo, então, estes seriam culpados por qualquer falta de petróleo.

Quando as pessoas do mundo começassem a sofrer, porque uns poucos cristãos não estariam colaborando com o programa, então, os crentes se tornariam um alvo de ira. Qualquer pessoa que se colocasse no caminho das pessoas, de modo a impedir o seu normal e próspero estilo de vida, tornar-se-ia dispensável.

Naturalmente, esse sentimento levará algum tempo para crescer. Essas coisas não acontecerão da noite para o dia. Mas, quando a escolha se torna entre a sobrevivência individual e aqueles “religiosos resistentes”, que são simplesmente teimosos demais para se curvar um pouco ou ceder, bem, quem sabe o que poderá acontecer?

Além do mais, o príncipe deste mundo, Satanás, dará suporte a esse esquema com todo o seu poder. Assim, à medida que a pressão crescer, devido a um colapso na economia, desemprego e até mesmo morte por falta de alimentos, os pensamentos e sentimentos de muitas pessoas vão mudar. Elas vão se virar contra aqueles que as estão impedindo de obter aquilo que querem e precisam. A natureza pecaminosa e decaída daquelas pessoas começará a se revelar.

Em breve, a traição se tornará comum. Pessoas começarão a delatar outras que suspeitam não estarem cooperando. Depois de algum tempo, elas entregarão os seus amigos e até mesmo os seus familiares ao Governo.

Nós lemos: “Então sereis atribulados e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt 24:9, 10). Lemos também: “Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão. Sereis odiados de todos por causa do meu nome” (Mc 13:12, 13a).

Durante esse tempo, qualquer um que se colocar no caminho dessas pessoas, impedindo que elas recebam o petróleo (e, consequentemente, sua sobrevivência e conforto), será odiado, perseguido e traído. Tais pessoas serão torturadas e mortas. O ódio que muitas pessoas do mundo têm para com Deus escondido dentro de si mesmas se manifestará contra pessoas como você.

Se você estiver impedindo o caminho daquilo que elas querem e acreditam que precisam, elas o matarão. Os seus amigos o entregarão. Até mesmo outros cristãos não serão dignos de confiança.

Esta será a hora de teste para muitos cristãos. Milhões serão mortos. O Espírito Santo que agora está refreando essa torrente de perversidade será removido do caminho (2 Ts 2:7). A proteção de Deus que nós desfrutamos também será bem menor. Ao Anticristo foi “...dado [permitido por Deus] também que pelejasse contra os santos e os vencesse” (Ap 13:7). Esse será um meio do nosso Senhor testar e purificar muitos crentes que hoje são mornos e têm pouco comprometimento com Ele e Sua obra. Esta será a hora da decisão, revelando se nós realmente amamos a Jesus, ou não.

Esses serão certamente “tempos de grande perigo”. Será um tempo em que os eventos na Alemanha nazista e na União Soviética comunista parecerão apenas um ensaio geral. Será um período de tremenda agitação e confusão numa escala global. Muitas pessoas simplesmente não saberão que direção tomar.

Elas estarão sob uma pressão tremenda. Haverá pressão para se conformarem, pressão para alimentarem suas famílias, pressão para fazerem aquilo que outros cristãos estão fazendo (ou não estão fazendo). Essas pressões irão gerar muitos pensamentos, emoções, opiniões e direções conflitantes. Sem dúvida, outros que também estiverem em confusão apresentarão suas perspectivas a respeito, bem como suas ideias.

É impossível predizer ou imaginar todas as coisas diferentes que acontecerão. O que o Anticristo fará, como as pessoas reagirão, como cada diferente nação poderá tentar implementar as exigências do Anticristo etc., todas essas coisas estão bem distantes do alcance da nossa especulação no momento.

O que tem sido escrito aqui não passa de uma tênue tentativa de oferecer uma impressão sobre como aqueles tempos hão de ser. Mas nós sabemos certas coisas com certeza. Esse será um tempo de “grande tribulação”, confusão e dificuldades. Será um tempo de teste para os crentes. Todos os cristãos terão que experimentar o toque de intimidade com Jesus por si mesmos e aprender a seguí-Lo.

Por favor, não cometa o equívoco de pensar que a palavra “tribulação” aqui se refere aos julgamentos que Deus derramará sobre o mundo. Esse não é o significado bíblico da palavra. Ao invés disso, ela se refere ao que acontecerá aos crentes.

Lembre-se, nós lemos que “... sereis atribulados, e VOS matarão” (Mt 24:9). Perceba você, “julgamento” é para os incrédulos, mas a palavra “tribulação” se refere ao que acontecerá aos cristãos, mediante as ações do Anticristo e outras pessoas do mundo. Você, se estiver vivo, passará por essa tribulação.


FALSOS PROFETAS, FALSOS CRISTOS



Especificamente, nesse tempo crítico, quando tudo será agitação, desordem e confusão, muitos indivíduos se levantarão reivindicando ter uma palavra vinda do Senhor. Eles são chamados por Jesus de “falsos profetas” (Mt 24:24). Incrivelmente, eles estarão realizando “grandes sinais e maravilhas” para provar que suas mensagens vêm de Deus. É possível que muitos desses reivindiquem ser manifestações dos antigos profetas ou bem conhecidos homens de Deus.

As palavras e ênfases de uns falsos profetas podem ser diferentes das dos outros, mas eles terão todos algo em comum. Eles estarão tentando promover a si mesmos. Eles serão os que, ao final, lucrarão com suas “revelações”. Pode ser que eles obtenham prestígio, seguidores, dinheiro ou alguma outra coisa. Mas o motivo deles não será servir humildemente a Deus e aos outros. Pelo contrário, eles estarão, na verdade, servindo a si mesmos.

Além do mais, também nessa hora crucial, falsos cristos proliferarão. Devido à pressão sobre os crentes, para encontrarem uma resposta para seus dilemas, a segunda vinda de Jesus parecerá ser a solução fundamental. Assim, muitos cristos aparecerão em muitas diferentes partes do globo.

Rumores da aparição destes falsos cristos se espalharão como fogo. Onde eles aparecerão e quem serão se tornará o tópico de muitas conversas nos círculos cristãos. Muitos irão perder tempo e dinheiro procurando por esses falsos messias, em desespero, procurando por ajuda e direção.

Nós lemos: “Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa! Não acrediteis. Porque assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do homem” (Mt 24:23-27).Vemos, então, que nesse tempo haverá muitas vozes conflitantes. Muitos irão reivindicar possuir, ou mesmo ser, a resposta. Como os cristãos saberão o que fazer em tal hora? A resposta é que nós temos que cultivar uma intimidade com Jesus, hoje.

Não espere até mais tarde. Não coloque a sua confiança em algum líder humano para tomar as decisões por você. Cada crente, neste exato momento que se chama “hoje”, precisa conhecer o seu Salvador de forma pessoal e íntima. É somente por seguir as Suas instruções que nós iremos sobreviver ao que está por vir ou glorificá-Lo em nossa morte.







6.



A MARCA DA BESTA




Aparentemente, a evidência da submissão de cada pessoa à adoração da Besta será algum tipo de marca. Essa marca poderá vir em três formas diferentes. Ela poderá ser a “marca” da Besta, o seu nome ou o número do seu nome (Ap 13:17). Sem esta marca ninguém poderá comprar ou vender. Será necessário ter esta marca para continuar a participar em qualquer transação comercial.

Por que o Anticristo exigirá o uso dessa marca? Devemos nos lembrar aqui que o seu principal propósito será religioso. Ele desejará que todos se convertam. A sua meta será que todo o mundo o adore, adore a sua imagem e o dragão. Então, o que ele poderá fazer para atingir a sua meta? Como ele poderá fazer com que todos participem nessa adoração? Como ele poderá obter tantos convertidos assim tão imediatamente?

É provável que, fora do mundo mulçumano, a maioria das pessoas seja resistente a essa religião. É claro que haverá muito poder espiritual por trás disso, mas, apesar disso, muitas pessoas do mundo hoje são ateístas, agnósticas e/ou apenas claramente contrárias ao pensamento da adoração a um ser superior. Além disso, qualquer pessoa que não é um mulçumano hoje objetaria, sem dúvida, à ideia de ser convertido.

Persuadir as pessoas a mudarem de religião não é algo fácil, como muitos missionários sabem. Tais mudanças não acontecem rapidamente. Mesmo com a unção de Satanás sobre ela, é provável que a religião do Anticristo não seja prontamente aceita por todo o mundo. Por mais persuasivo que o Anticristo seja, ele terá muitos problemas para convencer a todos. Na verdade, parece que haverá bastante resistência a ele.

Consequentemente, o Anticristo terá que usar certa pressão sobre as pessoas para impeli-las rumo à sua meta. Devemos nos lembrar aqui que ele não terá imensos exércitos para conquistar o mundo. Assim, usar uma pressão militar direta seria muito difícil.

Mas uma forma de controlar as pessoas é através do controle do dinheiro delas. Se você pode controlar o bolso delas, você pode, então, controlá-las. Garantir o controle sobre a capacidade de comprar e vender parece uma forma ideal de se ter o domínio sobre qualquer pessoa. Como tal coisa poderia funcionar? Nós vamos novamente entrar aqui num pouco de especulação. A nossa hipótese é a de que o Anticristo controlará a maior parte do petróleo mundial. Fazendo uso desse controle, ele poderá então pressionar os vários governos do mundo a fazerem a sua vontade, para que eles recebam o petróleo. Essa pressão se tornará extrema devido à desesperada dependência que as economias modernas têm do petróleo.

Uma tática que ele poderá usar será exigir que vários governos aprovem algumas novas leis com respeito ao sistema bancário. Essas novas regras afetariam todas as instituições financeiras.

Estas regulamentações poderiam funcionar dessa forma: Para que possa continuar a usar os serviços de qualquer instituição financeira, cada cidadão seria requisitado a oferecer prova da sua conversão à religião da Besta. Essa prova seria algum tipo de marca. Essa marca seria o seu ticket para continuar a comprar e vender.

As pessoas teriam que mostrar, através de documentação ou exame físico real, que elas teriam a marca, seja ela qual for. Se alguém não apresentasse a prova requerida dentro de um certo limite de tempo, então ele ou ela não seria mais capaz de usar os serviços de qualquer instituição financeira.

Digamos que você se recusasse a cooperar. Isso significaria que a sua conta bancária seria congelada. Você não poderia mais emitir cheques para pagar por aquilo que você quisesse comprar, incluindo comida, roupas e gasolina. Você não seria mais capaz de pagar as suas contas simplesmente enfrentando a fila no banco. Você também não poderia transferir o seu dinheiro para nenhum lugar, incluindo o exterior.

Você também teria dificuldade para quitar o pagamento dos seus bens, especialmente se eles envolverem prestações ou empréstimos. Qualquer empréstimo, incluindo a prestação da casa própria, poderia ser cancelado. Nenhuma instituição financeira seria capaz de fazer negócios com você.

Em seguida, os seus cartões de crédito ou débito seriam cancelados. Os seus cartões e cheques não seriam mais válidos. Isso, então, colocaria qualquer pessoa, a quem isso acontecesse, numa posição muito difícil. A prestação da casa própria, carro ou qualquer outro parcelamento, não seria paga. Mesmo se a sua casa já estivesse quitada, você não poderia pagar os impostos ou as contas de serviços de utilidade pública.

Em breve, você não teria um lugar para morar ou acesso aos serviços públicos; não poderia comprar comida e assim sua família começaria a passar fome. Você não poderia viajar, a menos que tivesse dinheiro na mão, assim não teria como escapar para um outro lugar qualquer, onde a influência do Anticristo teria menos impacto.

Então, mais leis poderiam ser aprovadas, em relação a negócios ou indivíduos que comprassem ou vendessem, para atingir a quem não tivesse essa marca. Esses seriam proibidos de fazer negócios com qualquer pessoa não registrada. Mesmo que você tivesse dinheiro na mão, oficialmente as lojas relutariam ou não poderiam vender-lhe qualquer coisa. Os resultados seriam imensuráveis e catastróficos.

Desse modo, uma pressão tremenda e inacreditável seria imposta sobre qualquer pessoa que não se conformasse. Aqueles que se recusassem a adorar seriam sujeitos às circunstâncias e dificuldades mais extremas.

Mais ainda: Aqueles que continuassem a se recusar em cooperar poderiam ser presos e condenados à morte. Ao final, é bem possível que os governos fossem requisitados a ajuntar aqueles que ainda resistissem e os entregassem para execução ou a que eles mesmos os executassem.

Tal cenário pode parecer-lhe remoto. Talvez você não consiga imaginar que o seu Governo se envolva em tais práticas. Talvez você viva num país onde acredita que os seus direitos estejam garantidos. Mas tome um tempo para contemplar o seguinte: Os dias vindouros serão extremamente difíceis. O seu Governo estará sob grande pressão. Sem petróleo, a economia vai entrar em colapso. A comida se tornará escassa. Os cidadãos vão causar distúrbios, exigindo que o governo faça alguma coisa.

Em circunstâncias tão difíceis assim, os líderes serão forçados a tomar decisões que eles jamais considerariam em tempos de paz e tranquilidade. Quanto pior se tornar a situação, mais os líderes estarão prontos a ceder para escaparem de consequências maiores.

É provável que em tais condições um tipo de mercado negro aparecerá repentinamente. Sempre haverá aqueles que estarão prontos e disponiveis a lucrar com a desgraça dos outros. Assim, mercenários e aproveitadores proliferarão. Tais pessoas poderão comprar o que você precisa e revender isso a você por um preço exorbitante.

Se você se recusasse a receber a marca, mas tivesse algumas coisas de valor na sua casa, você poderia sobreviver por certo tempo. Dinheiro, moedas de ouro e prata, jóias, peças antigas, ferramentas e outros itens de valor intrínseco poderiam ser negociados, por uma fração do seu real valor, por comida, gasolina e outras coisas de que você precisasse. Todavia, tal troca não duraria muito e nem levaria muito longe.

Tais circunstâncias certamente provariam a sua fé. O seu compromisso com Jesus seria severamente testado. Se você se encontrasse em tal apuro, o que você faria? Você está pronto e decidido a sacrificar a sua vida e a vida da sua família para permanecer fiel a Cristo? O seu amor por Ele é tal que suportaria tamanha pressão? Você determinou em seu coração que está pronto a sofrer, e até mesmo morrer, ao invés de negá-Lo?

Sem dúvida, os crentes em países onde há ou tem havido severa perseguição já têm lidado com essas questões. Eles têm sido forçados a isso. Mas, e quanto a você? Onde está o seu coração hoje?

Não há dúvida de que o Anticristo fará com que as coisas se tornem o mais fácil possível com o objetivo de que as pessoas aceitem o seu caminho. Ele certamente propagará muitas mentiras para fazer com que a sua religião pareça aceitável. Ele pode até mesmo insistir que o seu caminho será, de alguma forma, compatível com o Cristianismo, com apenas alguns poucos e pequenos ajustes.

Não apenas a pressão para se conformar será enorme, mas a mentira que o Anticristo irá apresentar será muito atrativa. Parecerá algo inofensivo e não tão radical se conformar ao caminho dele. Lembre-se de que todo o poder enganador do diabo estará por trás dessa nova religião.


O SANTO MICROCHIP



Muitos e muitos cristãos têm falado comigo sobre a possibilidade de um microchip ser implantado debaixo da pele. Eles acham que isso será a “marca” da besta. Eles imaginam que quando eles forem efetuar qualquer transação financeira, esse chip será escaneado e, então, a informação será transferida para um computador em poder da Besta ou que esse próprio computador possa ser denominado “a besta”. Assim, eles supõem que o Anticristo será capaz de monitorar todas as suas transações.

Por favor, acompanhe-me enquanto examinamos juntos essa ideia. Não há nada na Bíblia que indique um microchip. Não há um único verso sequer que exige essa conclusão. Isso é meramente uma ficção e imaginação moderna. O fato de que os códigos de barra têm três números seis neles (se, de fato, eles têm) não é prova bíblica de nada. Muito da escatologia moderna é baseada em nada mais do que mera imaginação.

Não apenas isso, mas há muitos problemas com a ideia do microchip. Em primeiro lugar, a logística de implementação de tal esquema é fenomenalmente complicada. Em segundo lugar, seria extremamente caro levá-la a efeito.

Para implementar tal ideia, o Anticristo teria que fabricar bilhões de chips para todas as pessoas no mundo. Então ele teria que programar cada um deles para identificar o usuário. Em seguida, ele teria que implantar cirurgicamente bilhões desses chips. Em seguida, ele teria que fabricar e instalar scanners especiais para ler esses chips em cada ponto de venda no mundo, o que possivelmente custaria trilhões de dólares e envolveria milhões de horas de trabalho. Se você parar e pensar sobre isso de forma lógica, esse método não é prático.

Nenhum governante mundial investiria tanto tempo e dinheiro nesse projeto. Ele simplesmente não é necessário. Não há nenhuma razão convincente para que o vindouro Anticristo monte tal esquema. É um esquema caro, desnecessário e não prático. Além disso, nós devemos lembrar que ele não terá esse poder sobre o mundo por muitos anos. Portanto, é uma boa aposta que ele não fará isso.

A verdade é que esse método não funcionaria em muitos lugares do mundo hoje. Em vários lugares, muitos podem morrer de rir, se lhes disserem que, para que possam efetuar uma compra, seus chips têm que ser escaneados numa loja, esta informação tem que ser transmitida por telefone e, então, o dinheiro ser deduzido de suas contas bancárias.

Nesses lugares, as lojas não têm scanners. Há poucos telefones, se é que há algum. Se há, muitos cidadãos não têm conta bancária de onde o dinheiro possa ser retirado. Tal sistema seria impossível para eles. Essa é a verdadeira situação para boa parte do mundo.

Por exemplo, há lugares no mundo hoje onde apenas poucas pessoas numa cidade têm telefones. São telefones celulares. Outras pessoas vêm de longas distâncias ao redor e pagam para usar esses poucos telefones. Há cidades inteiras, com milhares de pessoas no mundo hoje, com apenas um banco telefônico para servir-lhes.

Muitos lugares do mundo ainda não têm nem energia elétrica. Na Índia, por exemplo, 600 milhões de pessoas vivem sem energia. Isso é só um exemplo, dentre muitos outros que pode incluir partes de China, Africa, etc.

Algumas pessoas não estão familiarizadas com outras partes do mundo. Elas pensam somente em termos de onde vivem, e esses podem ser lugares modernos e convenientes.

Mas há uma grande porção do mundo onde tais coisas simplesmente não funcionam. Modernizar todas as nações, ao ponto de tornar tais transações possíveis, levaria décadas ou até mesmo séculos, se isso fosse, de alguma forma, possível.

Alguns poucos países no mundo hoje não estão se desenvolvendo, ao contrário, eles estão retrocedendo. Em alguns lugares, a infraestrutura que existia está se desmoronando.

Um microchip não é necessário, simplesmente. O Anticristo não precisará monitorar todas as compras como se ele fosse a sua companhia de cartão de crédito. Não haverá necessidade de saber continuamente onde você estará. Ele não terá interesse nas suas atividades do dia a dia.

Tudo o que ele pedirá a você é que você apareça uma vez e tente comprar um item sem a marca. Daí em diante, você não estará pensando em gastar mais qualquer dinheiro. Se você se submeter, muito bem. Se não, os colaboradores do Anticristo não terão que encontrar você. Eles saberão onde você estará. Você estará sob a custódia deles ou você estará morto.

Quando a situação se tornar muito crítica, sempre que você tentar comprar ou vender, a pessoa responsável, seja ela quem for, checará para saber se você pode negociar, ao examinar a sua marca.

Isso pode funcionar da mesma forma como o caixa do banco olha a sua identidade para conferir a sua assinatura. Se você não tiver uma marca, então, você poderá ser levado a um outro lugar para esperar um outro destino.

Imensos computadores também não são necessários para levar esse esquema a efeito. O Anticristo não será como o “Big Brother”, vigiando cada um em seus movimentos. Ele não terá o desejo de ficar monitorando sua sala de estar, quarto ou banheiro, como aquele atual programa de televisão. Ele terá outras coisas para fazer.

A única coisa que lhe interessará é se você se submeterá à adoração a ele e aceitará a sua nova religião. Se você a aceitar, você terá uma marca para provar isso. Se não, então, você a obterá ou terá que sofrer as consequências.

Tentar comprar sem uma marca terá que acontecer somente uma vez. Depois disso, não haverá necessidade de localizar você ou fiscalizar as suas compras. O seu destino já estará decidido.

Esta marca ou sinal de sua lealdade não precisará ser algo complicado. Ela não vai requerer equipamentos eletrônicos especiais. Qualquer tipo de marca de identificação poderá servir. Mas parece lógico que algo prontamente visível poderá servir melhor aos propósitos do Anticristo.

A necessidade de uma marca para poder comprar ou vender será simplesmente a melhor maneira de checar as pessoas quanto à submissão. Por exemplo, ao invés de ir de casa em casa, checando para ver se todos estarão praticando a correta religião, as autoridades poderão simplesmente monitorar os pontos de venda onde as pessoas comprarão as suas mercadorias.

Então, os atendentes que estarão no caixa terão que verificar a marca da pessoa antes de completar a venda. Se alguém não tiver a marca, então eles chamarão a segurança da loja, ou algum tipo de oficial, para assumir a situação.

Uma marca visível também funcionaria melhor em outras situações. Por exemplo, os oficiais poderiam monitorar os lugares públicos, tais como shopping centers ou mercearias, para observar se as pessoas que entrassem e saíssem estariam marcadas. Além disso, amigos e vizinhos poderiam mais facilmente dizer se você tem uma marca ou não, se ela fosse visível.

Sem dúvida, o Anticristo terá que possuir os seus simpatizantes em cada país, verificando os ajustes. Uma vez que muitos governos, e mesmo as populações, podem resistir a tais esforços contra os crentes, o Anticristo será requisitado a enviar alguns de seus representantes para checar as coisas. Eles terão que se certificar de que nenhum, dos não adoradores, estará escapando.

Felizmente, para o Anticristo, muitos países do mundo estão abraçando uma população substancial de muçulmanos, que podem se voluntariar para tais posições. Eles têm emigrado em grandes números para muitas nações do mundo. Talvez, eles fiquem agradecidos pelo emprego e pela oportunidade de propagar a religião deles.

De qualquer forma, uma marca claramente visível seria mais fácil e rapidamente exibida e verificada. Eu sei que muitas, muitas pessoas vão argumentar comigo sobre esse microchip. Isso tem sido tão difundido, que tem se tornado santo. Negar a ideia do microchip quase tornou-se igual a negar a Cristo. Entretanto, não há sequer um verso que possa torná-lo real. Ele também não é necessário. Pense nisso por um momento. Se você fosse responsável por medidas proibitivas mundiais contra os crentes, como você faria isso? Qual seria a forma mais simples e mais barata? Tecnologia é cara e de difícil implementação. Marcas simples, ou mesmo documentos, seriam muito baratas.

Se o nosso Senhor demorar por muitas décadas, ou mesmo séculos, talvez o mundo chegue a um ponto no qual a ideia do microchip se torne plausível. Essa ideia não é impossível. O meu ponto aqui é que ela não é necessária ou exigida pelas Escrituras.

Portanto, não é uma boa opção ficar focalizando tal ideia como um meio de identificar o Anticristo ou os seus esquemas. Há outros modos – mais convenientes, menos dispendiosos e mais fáceis – para o Anticristo produzir a sua marca. Não seja apanhado olhando para a direção errada! O Anticristo governará dez nações, numa parte do mundo que é menos desenvolvida. Ele terá pouco interesse em onde você vai ou o que você faz depois do trabalho. Ele não vai se importar com hábitos pessoais. A sua única meta será fazer com que todos os habitantes deste planeta se convertam à sua religião. Como ele poderá fazer isso mais rápido e facilmente?

Eu não insisto que o sistema dele será infalível ou mesmo universal. Gostaria apenas de destacar que o Cristianismo hoje tem ensinado muitas coisas sobre os últimos dias, que são amplamente compostas de especulação e imaginação e têm muito pouco, se é que tem algum, fundamento bíblico. Consequentemente, um grande número de crentes está fazendo muito alarde sobre coisas que provarão ser uma perda de tempo e energia.


O QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO?



Curiosamente, há duas palavras na língua grega para “marca”. Uma delas é STIGMA. Essa palavra significa, de acordo com o Dicionário de Palavras Expositivas do Novo Testamento, de Vine: “uma marca tatuada ou queimada, um sinal”. Isso refere-se a algum tipo de marca física que pode ser colocada na pele da pessoa.

A outra palavra traduzida como “marca” é CHARAGMA. Essa palavra significa, de acordo com Vine: “um selo” ou “impressão”. Essa palavra se refere à forma que é deixada na cera quente depois que um selo ou carimbo foi comprimido sobre ela.

É dessa palavra grega que nós obtemos a palavra para “caráter”. A palavra encontrada em Apocalipse 13:16,17 para a “marca” da Besta, no grego, é CHARAGMA, não STIGMA. Portanto, podemos concluir disso que a marca da Besta não é simplesmente uma tatuagem ou sinal. É algo que está diretamente relacionado à maneira como pensamos, à formação do nosso pensamento ou caráter. Aceitar essa marca significará que nós escolhemos adaptar o nosso modo de pensar ao do Anticristo. Nós teremos, devido à pressão exercida sobre nós, modificado o nosso caráter para ajustá-lo à impressão da Besta. Nós escolheremos mudar a nossa maneira de pensar para conformá-la à sua imagem. Então, aceitar a marca da Besta significa aceitar a sua religião!

Nós não sabemos de fato qual será a “marca” da Besta. Mas nós podemos aprender, a partir dessa discussão, que aceitar a marca está intimamente ligado ao nosso caráter e modo de pensar.

No livro de Apocalipse, o verso que fala sobre a marca da Besta é encontrado um pouco antes de outro verso sobre santos que têm “...escrito [nas frontes] o seu nome [o nome de Cristo] e o nome de seu Pai.”

Não é possível que essas pessoas tenham “Paizinho”, ou algo similar, literalmente escrito nas suas testas. Esse verso fala, sem dúvida, sobre a forma de pensar dessas pessoas. Aqui estão algumas pessoas cujas mentes foram renovadas (Rm 12:2). Os processos do pensamento delas foram transformados para que estejam em harmonia com as ideias e atitudes de Cristo. Os seus pensamentos, opiniões e arrazoados são controlados pelo Espírito Santo. Elas têm submetido suas mentes ao controle de Jesus Cristo e Ele está reinando sobre elas.

Portanto, a decisão de receber ou não receber a marca da Besta será uma intensa batalha. Será uma luta sobre quem irá dominar e controlar as mentes dos homens.

A marca física, se houver uma, será apenas a evidência de que alguém decidiu permitir que a imagem do Anticristo – seus programas e propósitos religiosos – seja impressa em sua mente maleável.

Qualquer crente que não se submeteu e não subjugou sua mente ao completo controle de Jesus Cristo, vai encontrar-se numa luta intensa. Ele terá que decidir se permitirá os seus impulsos naturais e necessidades físicas dominarem as suas decisões, ou se permitirá ao Senhor governar os seus pensamentos e decisões.

Como você vê, se a sua mente estiver agora conformada a este mundo, se você estiver amando e procurando todas as coisas e prazeres terrenos, de repente alguém se colocará entre você e aquilo que você pensa que precisa e deseja.

O Anticristo, ganhando o controle do sistema financeiro, irá também ganhar o controle do acesso aos seus desejos. Para continuar com a sua vida, você terá de passar por ele. Para continuar a comprar e vender, você terá que se conformar à sua religião. A sua mente e o seu caráter terão que receber a imagem da Besta. Você terá que se converter à religião dele.

Esta será uma hora de intensa batalha espiritual, com muita coisa importante a ser decidida. Como você percebe, para sobreviver, muitos serão pressionados até à morte para que recebam a marca. Se eles viverem uma vida de egoísmo e satisfação dos seus apetites naturais, então, essa decisão será extremamente difícil.

Aqueles que amam este mundo e suas coisas e prazeres estarão em apuros. Mas aqueles que já aprenderam a negar a si mesmos e a se submeterem a Jesus serão vitoriosos.







7.



GUERRA CONTRA OS SANTOS




A base de toda a agenda do Anticristo é a questão da adoração. Sua disputa com o restante do mundo é, ao final, totalmente religiosa. A questão é sobre quem será adorado, quem será o deus (ou Deus) deste mundo.

Essa batalha é, na realidade, uma manifestação terrena de uma batalha espiritual, que está acontecendo nos lugares celestiais. É uma disputa entre Deus e Satanás, entre a luz e as trevas, entre a verdade e a mentira.

O próprio Anticristo é, de fato, simplesmente uma peça nesse jogo verdadeiramente mortal. O povo de Deus, que é chamado de “os santos”, na palavra profética, também desempenha um importante papel.

Como parte dessa batalha, uma guerra tem início. Ela é chamada de “a batalha contra os santos”. Embora essa batalha venha acontecendo durante séculos, a sua manifestação no final dos tempos parece começar próximo ao tempo em que Satanás será lançado do céu à terra (Ap 12:9). Ele terá acabado de perder o seu domínio nos céus. O único lugar que lhe restará será a Terra. Portanto, ele tentará estabelecer completamente a sua autoridade sobre ela.

O modo pelo qual ele pode fazer isso é eliminando todo o povo que não o adora. Para demonstrar ao universo que ele é o governante certo deste planeta, ele deve fazer com que todos os habitantes aceitem o seu domínio. Consequentemente, o seu alvo será livrar o globo terrestre da presença dos cristãos e judeus que não se sujeitarem a ele.

O Anticristo, já que o seu coração está sob o controle de Satanás, também promoverá esse programa de erradicação. Ele também estará cheio de ira contra o povo de Deus ou qualquer coisa ou pessoa denominada “cristã”.

Assim como Hamã, no livro de Ester, estava determinado a destruir o povo de Deus e assim como Hitler tinha ódio pelos judeus, assim também o Anticristo tentará exterminar os crentes em Jesus Cristo e os judeus. Com o passar do tempo, parece que ele adotará a filosofia de “converta-se ou morra”. Embora muitos dos seus seguidores tentem negar isso, a religião do Islã tem frequentemente usado tais táticas no passado.

À medida que o poder e a influência do Anticristo crescerem, ele começará a gabar-se de sua própria pessoa. O seu ego crescerá juntamente com o seu sucesso. O pensamento deste autor é que ele modificará o Islã gradualmente para adaptá-lo aos seus propósitos. Se for assim, como já temos destacado, ele não será o primeiro a fazer isso.

Com o tempo, ele desejará ser visto como um tipo de salvador sobrenatural. Ele começará a exigir a adoração a si mesmo, juntamente com o dragão. Satanás colocará o seu poder por detrás desse levante rumo ao topo. Será uma quantidade substancial de poder. O novo companheiro do Anticristo, o falso profeta, também ajudará a constranger o mundo a adorar a besta.

Parece que a nova religião do Anticristo alcançará o auge com a construção de uma grande imagem parecida com a Besta. A segunda Besta, o falso Profeta, receberá poder para fazer milagres com tal imagem. Ele poderá fazê-la falar (Ap 13:15). Uma das coisas que esta imagem falante dirá é que todo aquele que não adorar à Besta deverá ser morto.

É claro que nenhum crente em Jesus Cristo vai querer ser um adorador da Besta. Então, os cristãos logo estarão encarando a morte. Assim, nós vemos que o Anticristo não apenas destruirá a Babilônia, mas também começará uma campanha para livrar todo o mundo dos cristãos verdadeiros.

Este período de perseguição será um tempo terrível para os crentes. Será um tempo de “... grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais” (Mt 24:21). Este também pode ser “o tempo de angústia de Jacó”, mencionado em Jeremias 30:7. Esse será um tempo de guerra. Mas não será uma guerra no sentido usual. Ao invés disso, o Anticristo travará uma guerra unilateral contra os crentes.

Nós lemos que o “...chifre fazia guerra contra os santos, e prevalecia contra eles” (Dn 7:21). Nós também somos informados que ele “...magoará os santos do Altíssimo”, e que “...os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade dum tempo” (Dn 7:25).

No livro de Apocalipse reafirma-se que Deus permite que a Besta prevaleça sobre o Seu povo por um tempo. O verso 7, do capítulo 13, diz: “Foi-lhe dado [por Deus] também que pelejasse contra os santos e os vencesse.”

Os fiéis não serão somente perseguidos, eles serão frequentemente mortos. Significativamente, a decapitação será um dos principais métodos que a Besta usará para matar esses cristãos.

Em Apocalipse, capítulo 20, verso 4, João tem uma assombrosa visão: “Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da Palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tão pouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão”. Estou certo de que todos os leitores sabem que um dos principais meios usados pelos muçulmanos radicais do nosso tempo para matar os seus prisioneiros é a decapitação.

Assim, vemos que há uma tremenda matança de crentes vindo sobre a Terra. Esse fato tem sido difundido como sendo uma “guerra”. Como pode ser isso? Aqui novamente nós incorreremos em certa especulação, à medida que procuramos por respostas.

Como temos exposto, depois que o Anticristo consolidar o seu poder e controlar os campos de petróleo, ele estará, então, na posição para ditar a sua política para o resto do mundo. Mas, qual é a sua política? É a criação de empregos? É um plano mundial de saúde, ou mais benefícios para aposentados? É algum tipo de plano novo para estimular a economia? Não! Ao contrário disso, sua agenda é unicamente religiosa. Ele exigirá que o mundo se converta ao seu novo tipo de islamismo.

Alguns podem achar que esta preocupação religiosa do Anticristo é ridícula. Grande parte do mundo hoje é muito humanista e tem pouca orientação, tanto em relação a cultuar, como em relação a Deus. Mas você precisa entender que, para um fanático religioso, isso é tudo. A coisa mais importante para essa pessoa é a sua religião. Tudo mais é secundário. Além disso, para esses fanáticos, a conversão do mundo ao seu modo de pensar é primordial.

Talvez seja também difícil para muitos leitores imaginarem que, repentinamente, homens e mulheres modernos e sofisticados começarão a adorar um novo deus. Essa possibilidade parece ser extremamente remota. Como poderia a maior parte do mundo, repentinamente, convencer-se e converter-se?

À medida que o tempo passar, essa será a posição do Anticristo: Adore ou morra! Isso pode parecer um tanto ridículo aos leitores, mas não parece a ele. E não lhe parecerá monótono quando acontecer. Se alguém recusar a cooperar com esse programa, então, seu pescoço será cortado!

Alguns têm arguido que Osama ou outra pessoa como ele jamais poderia ser o Anticristo. Eles pensam que tal pessoa jamais poderia tornar-se universalmente popular e, portanto, ninguém o adoraria. Mas o Anticristo não será adorado pela maioria porque ele se tornará popular. Na verdade, temos visto que ele sequer será bem-quisto.

Mas a morte é um forte meio de persuasão. Quando homens e mulheres se virem frente a frente à opção de conversão ou morte, eles poderão, repentinamente, tornar-se religiosos. Esse método de garantir convertidos tem sido testado através dos tempos. Ele realmente funciona! Quando isso se torna uma questão de perder a vida ou curvar os joelhos, você ficará maravilhado a respeito de como muitas pessoas, repentinamente, “verão a luz”.


O IMPACTO DO PETRÓLEO



Nós temos sugerido que as nações terão que concordar com as novas exigências do Anticristo, porque se eles não o fizerem, eles não receberão o petróleo de que desesperamente precisam para que a sua sociedade funcione ou mesmo continue a viver. Além disto, eles poderão estar sujeitos a ataques terroristas que usam armas de destruição em massa. Tais ataques poderão se tornar poderosos instrumentos de persuasão. O volume de pressão aplicado será enorme.

A verdade é que as economias do mundo são muito frágeis. Elas dependem de transporte, do fluxo da importação e exportação etc., para continuarem a funcionar. Se essas coisas pararem, um desastre econômico virá, rapidamente, em seguida. Desemprego, aumento da dívida externa, tumultos e manifestções promovidas por cidadãos irados, falta de comida e muitas outras coisas poderiam acontecer rapidamente. Desse modo, a menos que esses países estejam dispostos a engajar-se na guerra contra o Anticristo, a fim de interromper o seu programa, eles terão que ceder.

Alguns, tentando entender, podem perguntar: “Por que essas outras nações simplesmente não atacarão o Anticristo e a suas nações para interromper toda essa adoração sem sentido?”

Bem, há bem poucas nações neste mundo que têm exércitos grandes o bastante – além do equipamento necessário – para executar essa tarefa. Enquanto este livro é escrito, os Estados Unidos estão tentando subjugar o Iraque e Afeganestão, conseguindo um sucesso muito limitado, e eles são reconhecidos como uma superpotência do mundo. As nações européias não possuem poder militar muito grande. O Japão também não tem. Se o Anticristo possuir armas nucleares, elas serão usadas para deter qualquer invasor. A verdade é que o resto do mundo, à exceção dos Estados Unidos, não está militarmente bem posicionado para interromper os esquemas do Anticristo.

Cada governo do mundo será requisitado a participar dessa adoração. Eles e suas populações terão que adorar o dragão, a Besta e a sua imagem. Se não, não haverá petróleo. Isso pode lhe parecer estranho, mas pode se tornar muito real brevemente.

Pense nisso por um momento: Se uma pessoa comum fosse requisitada a cumprir uma pequena obrigação religiosa para que pudesse continuar a trabalhar, pagar as contas e, até mesmo, comer, ela o faria? É claro que sim! Se a família dela fosse padecer fome nas ruas, a menos que ela se curvasse um pouco, bem, esse seria um pequeno preço a pagar.

Você precisa entender a situação desesperadora na qual essas nações se encontrarão. No começo, sem dúvida, as reservas de petróleo de algumas nações as sustentariam. Talvez as suas formas de combustível alternativo as sustentem por um tempo mais longo. É possível que nações, como os Estados Unidos, se não puderem mais obter o petróleo do Oriente Médio, venham a pressionar outros países, tal como México ou Venezuela, a suprir-lhes com a diferença.

Mas se essas outras nações estivessem sujeitas a ameaças de ataques terroristas com armas nucleares, elas venderiam petróleo ou protegeriam a si mesmas? Portanto, a situação das nações que dependem de petróleo facilmente se tornaria crítica.

A maioria das economias, exceto as mais primitivas, dependem completamente do petróleo. Se você não puder encher o tanque do seu carro nem andar de ônibus, você não poderá trabalhar ou comprar comida. Logo, você não será capaz de pagar o empréstimo ou aluguel da casa própria ou suas contas. Sem petróleo, o racionamento será obrigatório e, dessa forma, muitas pessoas não terão o suficiente. Consequentemente, os cidadãos dessas nações começarão a pressionar os seus respectivos governos para ceder um pouco.

Um clamor geral seria ouvido para que se fizesse o que fosse necessário para restaurar o fluxo de petróleo e, portanto, a sobrevivência desses povos. Quando as pessoas começassem a ser afetadas financeiramente – porque o seu governo, influenciado por cristãos “teimosos”, não agiria de acordo com os planos do Anticristo – elas começariam a reclamar e ficariam enfurecidas.

Todo mundo necessita de petróleo, desesperadamente. Assim, quando a situação apertar, a maioria das pessoas fará qualquer coisa para preservar o seu estilo de vida. Elas pressionarão os seus líderes para que façam algumas concessões, para que elas possam viver no nível ao qual estão acostumadas. Os respectivos governos desses países serão forçados a cooperar.


A RELIGIÃO DO ANTICRISTO



Acho possível que o Anticristo mostrará a sua religião num pacote que, pelo menos no início, oferecerá o mínimo de ofensiva possível às outras religiões. Ele pode, até mesmo, parecer um pacificador ou unificador do mundo. Com o poder de Satanás apoiando-o, certamente haverá um grande volume de engano envolvido em seu programa.

Com essa força espiritual extremamente poderosa por trás, ele conseguirá enganar a muitos, levando-os a pensar que o seu caminho é algum tipo de solução ou, até mesmo, o correto. A Bíblia refere-se a isso como “...todo engano de injustiça” (2 Ts 2:10).

Incrivelmente, Deus, na verdade, assiste o Anticristo e seus enganos. Nós lemos: “É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira” (2 Ts 2:11).

Aqui, encontramos uma combinação indestrutível. O diabo coloca o seu poder por detrás dessa nova religião. A Bíblia a denomina “todo engano.” Então, Deus também ajuda esse processo ao enviar “a operação do erro” aos não cristãos. Deus, na verdade, unge pessoas para serem enganadas pela religião do Anticristo! Essa religião será bem sucedida? As pessoas a seguirão? Podemos estar certos disso!

Muitos supõem que aquilo em que as pessoas acreditam é baseado no fato de que elas foram convencidas por evidências. Mas esse não é o caso. As pessoas acreditam em algo, porque elas querem acreditar naquilo. Elas se deixam “convencer”, porque isso se harmoniza com o que elas querem. Crer é realmente uma questão de escolha.

Se, então, o incentivo para crer for muito forte, muitos permitirão ser convencidos. Quando o impacto financeiro começar a ser sentido, muitos começarão a repensar suas ideias e opiniões.

A pressão por parte do Anticristo sobre as nações, para se conformarem à sua religião, não diminuirá. Uma vez que algumas concessões sejam feitas, ele provavelmente exigirá mais e mais. Uma vez que uma vantagem tenha sido estabelecida, e essas nações tenham começado a abrir mão e ceder às suas exigências, ele, provavelmente, começará a exigir uma cooperação ainda maior.

É possível que a primeira de tais exigências feitas sobre as nações, a fim de que elas continuem a receber petróleo, seja que retirem o seu reconhecimento de Israel como nação. Em seguida, elas poderão ser requisitadas a declarar que Alá é realmente o mesmo deus que o Deus dos judeus e cristãos. O Anticristo poderá insistir que esses são apenas diferentes nomes para o mesmo Deus.

Talvez, para alguns, isso seja uma pequena concessão a ser feita, para se continuar a viver e trabalhar como normalmente se faz. Talvez, com o tempo, as pessoas sejam requisitadas a confessar que Alá é o verdadeiro Deus e que Maomé (Osama?) é o seu profeta. É possível que as exigências aumentem, à medida que as nações cedam mais e mais.

Muitos cristãos no “Ocidente”, hoje, não têm muita experiência em lidar com os muçulmanos e suas ideias religiosas. Os ensinos concernentes a Abraão e Ismael; sobre Cristo ser meramente um profeta; a reivindicação de que os judeus e cristãos têm mudado as escrituras, e muitas outras coisas serão novas para esses cristãos, quando o Anticristo se levantar.

Uma vez que muitos deles nunca ouviram essas idéias antes, muitos cristãos imaturos e sem experiência vão se ver envolvidos numa batalha espiritual.

Sem dúvida, o Anticristo apresentará a sua religião de uma forma que soará persuasiva, bondosa e atrativa. É possível que a sua sutileza seduza a muitos e os desvie da fé verdadeira, especialmente quando o bem-estar financeiro estiver também envolvido.

Ao final, essa religião do Anticristo chegará ao ponto no qual todos terão que adorá-lo e à sua imagem. Eles terão que adorá-lo ou serão mortos. Se a situação chegar a “creia ou morra”, você ficará maravilhado ao ver quantos “crentes” aparecerão de repente.


VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA MORRER?




É nesse ponto que os verdadeiros cristãos entrarão na batalha. Eles estarão na batalha pelas suas almas. Eles vão encarar a morte face a face. Então, eles terão que tomar uma decisão. Será que eles vão ceder um pouco? Será que eles irão seguir a multidão e esperar que Deus os perdoe mais tarde? Ou eles sacrificarão suas vidas para se manterem fiéis a Jesus?

É provável que muitos cometerão alguns erros aqui. É fora da realidade pensar que todo cristão fará, de repente, as escolhas corretas, quando muitos têm feito escolhas erradas sobre muitas coisas há anos. As escrituras parecem indicar isso, quando afirmam que “...alguns dos entendidos cairão” (Dn 11:35). Isso pode significar que alguns crentes, que deveriam saber melhor, tomarão algumas decisões erradas. Deus permite os erros deles para cumprir um propósito. É “...para serem provados, purificados, e embranquecidos” (Dn 11:35).

Se alguns agirem erroneamente e tomarem decisões erradas durante esse tempo, à medida que o poder do Anticristo crescer, e o seu plano se tornar evidente, espera-se que esses compreendam o erro que cometeram. As suas consciências os atormentarão. No entanto, Deus usará as falhas deles, como Ele faz com os nossos erros hoje, para discipliná-los e corrigi-los.

O tempo vindouro de tribulação será um tempo de teste para a nossa fé, para o nosso amor fraternal e para o nosso compromisso com Jesus. Ele apenas revelará onde nossos corações realmente estão. Ele trará à superfície os nossos amores secretos por outras coisas, que não a pessoa do nosso Salvador.

Deus vai permitir esta vindoura perseguição e tribulação por uma boa razão. Será uma maneira de ajudar a Sua igreja a se tornar pura. Hoje, boa parte da igreja cristã é morna e tem o coração dividido. Muitos crentes estão à procura de riqueza, conforto, sucesso, entretenimento, prazer e todas as coisas que esse mundo tem a oferecer. Muitos já estão adorando qualquer coisa que lhes traga essas coisas terrenas.

No entanto, o tempo de tribulação que está por vir mudará tudo isso. Será um teste e uma prova de fé e compromisso de cada crente. Será um tempo de pressão, estresse e dificuldade. Será como um fogo muito quente, como aquele que é usado para refinar o ouro e a prata, que somente Deus usará para purificar a Sua igreja. Todos faríamos bem em preparar os nossos corações, hoje, para esse tempo de teste que está por vir (Ap 3:10).







8.



SINAIS IMPORTANTES




Temos falado sobre o Anticristo e a sua ascensão ao poder. Mas quais são os sinais pelos quais devemos procurar? Como podemos identificar tal pessoa quando ela aparecer na cena mundial?

Uma das principais pistas é que este homem assume o controle de três países. Quando o “pequeno chifre” se levanta, três entre os outros dez chifres caem perante ele (Dn 7:8). Isto é um evento bastante chave que sinaliza o final desta época!

Agora nós sabemos claramente de que parte do mundo o Anticristo se levantará. Nós também já fomos informados onde as dez nações estarão. Então, o que temos que procurar é um indivíduo sem muita projeção, que se levantará e tomará o poder em três nações dessa região. Este é um sinal muito importante. Mantenha os seus olhos abertos para isso!

Em seguida, nós devemos esperar ver sete outros países se juntando com ele para formar uma aliança, completando um total de dez. Esses países provavelmente incluirão a Líbia e a Etiópia. Nós lemos: “... os líbios e os etíopes o seguirão” (Dn 11:43).

Essas dez nações incluirão, provavelmente, uma boa parte das regiões produtoras de petróleo daquela área do mundo. Essas seriam nações muçulmanas, e é provável que algumas delas tenham poderes nucleares. Quando você vir essas coisas acontecendo, é um sinal seguro de que o fim está sobre nós. Fique bastante atento! Logo isso vai acontecer.

Nós devemos esperar que essa confederação de dez nações seja de certa forma instável. Como tem sido afirmado, embora todos esses países sejam provavelmente muçulmanos, nem todos os muçulmanos concordam entre si. Na verdade, alguns odeiam e até mesmo empreendem guerras entre si. Há muitas seitas e facções islâmicas diferentes. Estas incluem os xiitas e os sunnis.

Mesmo que pareça que o Anticristo será capaz, mediante sua popularidade e unção satânica, de unir esses países e grupos, esta será uma aliança insegura.

Nós lemos: “Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, será isso um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. Como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento [aliança], mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro” (Dn 2:41-43).

Essa parte que menciona a mistura semelhante a ferro e barro, deve referir-se ao fato de que, apesar da junção de dez nações formando o reino do Anticristo, elas não gostarão umas das outras.

Vemos, então, que, apesar do Anticristo consiga juntar estas dez nações e, finalmente, subjugar o mundo, o seu reino será frágil e não muito unido.

Uma outra parte da figura que devemos observar é que, quando o Anticristo inicialmente assumir o controle das três nações, ele não o fará pela força militar. Ele provavelmente “...virá caladamente [melhor “pacificamente”] e tomará o reino com intrigas” (Dn 11:21). De alguma forma, ele será provavelmente capaz de assumir o poder sem uma luta sequer.

Mais uma vez, este futuro evento mundial deve ser um sinal importante para nós. Este é um acontecimento para o qual devemos atentar cuidadosamente.

A tomada do controle de três nações do Oriente Médio, sem um confronto militar, empreendida por um indivíduo, é um sinal crucial. Quando o Anticristo finalmente assumir o poder, nós devemos imediatamente colocar em ação qualquer plano que sentimos que Deus nos tem dado, se ainda não o temos feito.


GUERRAS COM O EGITO



Ainda outro evento revelador para o qual devemos olhar é que, após assumir o controle da confederação das dez nações, o Anticristo terá conflitos ou guerras contra o Egito. O Egito não se juntará ao Anticristo. Ele não será parte das dez nações. De fato, parece que o Egito atacará o Anticristo e será derrotado.

Nós lemos: “No tempo do fim, o rei do sul [Egito] lutará com ele, e o rei do Norte [Anticristo] arremeterá contra ele com carros, cavaleiros e com muitos navios, e entrará nas suas terras, e as inundará, e passará” (Dn 11:40).

Pode ser que a vitória do Anticristo sobre o Egito envolva armas nucleares. Essa conjectura é baseada no fato de que uma parte de Egito ficará desabitada por 40 anos depois desse tempo. Isso poderia ser o resultado do bombardeio nuclear e da consequente contaminação.

Em Ezequiel, lemos: “A terra do Egito se tornará em desolação e deserto... tornarei a terra do Egito deserta, em completa desolação, desde Migdol até Sevene, até as fronteiras da Etiópia. Não passará por ela pé de homem, nem pé de animal passará por ela, nem será habitada quarenta anos” (Ez 29:9-11).

O Anticristo não apenas travará uma guerra contra o Egito ao final, mas parece que ele terá alguns conflitos com o Egito antes disso. Devemos lembrar que o Egito, no momento, é uma das nações do mundo árabe menos agressiva contra Israel. Isso não quer dizer que eles são amigos, mas, hoje em dia, o Egito não parece tão hostil quanto as outras nações muçulmanas.

Além disso, o Egito tem apertado o cerco contra, e até mesmo perseguido, alguns dos participantes no recente grupo radical muçulmano chamado “reavivamento”. O país prendeu e/ou expulsou muitos dos líderes envolvidos nesse movimento.

Portanto, é muito fácil acreditar que o Anticristo possa tentar punir o Egito por causa dessas posições e ações. Daniel 11:25-27 descreve alguns eventos envolvendo essa guerra prévia, se você estiver interessado.

Após retornar da derrota ao Egito, parece que o Anticristo também atacará Israel. Ele se sentirá exaltado pela sua conquista e tentará derrotar os judeus também (Dn 11:28). Talvez seja depois deste conflito que ele fará um tipo de acordo com Israel, o qual ele quebrará mais tarde (Dn 9:27).

Um outro interessante fato é que, durante outra expedição do Anticristo contra o Egito, vemos: “...navios de Quitim [essa palavra significa terras do ocidente], que lhe causarão tristeza; voltará, e se indignará contra a santa aliança” (Dn 11:30). Esses navios poderiam ser de qualquer parte ocidental do Oriente Médio, incluindo os Estados Unidos ou partes da Europa.

O ataque ao Anticristo por navios provindos do ocidente, juntamente com o fato de que ele travará guerras contra o Egito, confirma o que já vimos. Isso é que seu governo não é completamente “mundial”. O seu governo direto é sobre dez nações apenas.

O restante do mundo irá cooperar com ele somente por ser forçado a sujeitar-se. Mesmo assim, o seu domínio do mundo não é total. Ao retornar da sua guerra final contra o Egito, no tempo do fim, “... pelos rumores do oriente e do norte será perturbado, e sairá com grande furor para destruir e exterminar a muitos” (Dn 11:44).

É possível que a Rússia comece a tornar-se afligida pela situação e comece a ameaçar com algum tipo de ação. Essa poderia ser a “notícia do ...norte”.

É claro que a esta distância dos fatos, não podemos saber exatamente o que ocorrerá. Isso está apenas sendo mencionado para mostrar que o Anticristo não será o governante absoluto do mundo inteiro. Ele também terá as suas dificuldades.

Uma explicação para a Rússia possivelmente não se sujeitar completamente ao Anticristo é porque ela produz petróleo suficiente para atender às suas necessidades, e então ficaria menos vulnerável a qualquer ameaça. Também, a Rússia tem um grande número de armas nucleares e não seria facilmente levada a submeter-se a qualquer figura do Oriente Médio.


SENTA-SE NO TEMPLO DE DEUS



Em certo momento, parece que o Anticristo adentrará ao templo judaico e se proclamará Deus. Em 2 Tessalonicenses 2:4, nós lemos que ele chegará ao ponto de “...assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.”

Esse verso tem sido assunto de muita especulação. No momento em que escrevemos este livro, não há templo em Jerusalém. Desde que não há templo, as pessoas têm criado muitas interpretações fantásticas para explicar o significado desse verso. Entretanto, parece bastante possível que, antes que os cenários do final dos tempos que temos discutido ocorram, a nação de Israel construirá um templo.

Onde esse templo será construído e como isso poderá acontecer é impossível predizer. O problema de existir uma mesquita muçulmana onde parece ser o local do antigo templo parece ser um problema intransponível. No entanto, Deus tem os seus meios e modos. Se for a Sua vontade, isso vai acontecer.

É muito possível que essa escritura tenha cumprimento literal. A construção real de um templo poderia acontecer muito rapidamente. Isso seria especialmente verdadeiro se materiais já estiverem sendo estocados, como muitos rumores nos círculos cristãos insistem em dizer.


O FIM DO ANTICRISTO



Finalmente, o Anticristo fará um último esforço para varrer Israel do mapa. Para conseguir isso, parece que ele contará com a ajuda de muitas nações.

Talvez ele convencerá essas nações de que Israel seria a causa de toda a problemática relacionada ao petróleo. Se ele estivesse fora do caminho, o “ouro preto” poderia tornar a fluir livremente. Assim, ele convenceria muitos países, incluindo, possivelmente, a China e a Índia, a se juntarem a ele no ataque a Israel.

Ajudá-lo-ão a recrutar esses outros exércitos, três espíritos “...semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap 16:13,14).

Após atravessar o rio Eufrates – que será seco especialmente para esse evento (Ap 16:12) – esse tremendo exército de vários milhões chegará ao lugar chamado Megido. É um lugar chamado Armagedon, no Novo Testamento. Parece ser uma ampla área plana próxima a alguns montes sobre os quais estão as ruínas de uma cidade chamada Megido.

É também um lugar chamado “o lagar da cólera de Deus” (Ap 14:19). É aqui que Deus executará o seu julgamento contra aqueles que vierem atacar Israel. Provavelmente esse exato lugar foi preparado por Deus para tal evento quando Ele fez o mundo (Mt 21:33).

Quando esse enorme exército chegar ali, nós podemos imaginar que ele estará cansado, sedento e querendo apenas fixar suas tendas e descansar um pouco. Nós não sabemos por quanto tempo eles estarão acampados ali, mas algum tempo depois da sua chegada começará a chover. Para desgosto deles, terão eles que viver em lama e água.

Mas a situação vai piorar bastante. A chuva se tornará mais forte. Logo começará a chover granizo. Os relâmpagos serão terríveis e assustadores. Será quase como se eles corressem no chão. Finalmente, o tamanho do granizo aumentará até que cada pedra de granizo chegue a pesar cerca de 45 a 90 quilos (Ap 16.21).

É com essas pedras de granizo que Jesus “pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus TodoPoderoso” (Ap 19:15). As “uvas”, neste caso, são os seres humanos que serão esmagados pelas pedras de granizo, até que o sangue escoe em tão grande quantidade que alcance a incrível profundidade dos “freios dos cavalos” e flua a uma grande distância (Ap 14:20).

O próprio Anticristo e o falso profeta serão capturados vivos. Então eles serão lançados no lago de fogo, que Deus preparou para o diabo e os seus anjos (Ap 19:20, Mt 25:41).

Assim, a Besta terminará o seu reino de maneira vergonhosa, sendo derrotada e julgada com a vinda de Cristo.

Os seus exércitos serão destruídos. Todo o seu altivo orgulho contra o Senhor Jesus será acabado. A sua rebelião terminará. O seu erro com relação a quem realmente é o Deus do Universo será exposto como uma grande mentira. Aqueles que ficarem do seu lado também serão envergonhados e punidos.







9.



DIGNOS DE ESCAPAR





Creio que seria um equívoco pensar que não haverá lugares de refúgio ou segurança para onde os crentes possam escapar antes ou durante a tribulação. Seria errado pensar que não há nada que nós possamos fazer agora ou no futuro para sobrevivermos ao que está por vir.

Obviamente, alguns crentes realmente conseguirão ir até o fim desse período de tribulação. Falando a respeito do arrebatamento futuro, Paulo escreve “...nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor” (I Ts 4:15), indicando assim que, ao tempo da vinda de Jesus, haverá crentes “vivos” ainda na terra. O Anticristo, apesar dos seus melhores esforços, não conseguirá apanhar a todos.

Também, seguindo este mesmo raciocínio, em Apocalipse 12, nós lemos sobre uma mulher santa que dá à luz a um filho. O dragão persegue esta mulher do final dos tempos. Ele jorra “água” da sua boca como um rio (vs. 15), tentando destruí- la. Mas a terra “...socorreu a mulher... e engoliu o rio” (vs. 16). Isso pode significar que o Anticristo fará um grande esforço para exterminar a igreja. Ele devotará o seu melhor para conseguir isso.

Mas a terra é tão grande que o Anticristo simplesmente não conseguirá alcançar todos os seus cantos e matar a todos. Os seus maiores esforços não serão suficientes para cobrir o globo. O simples tamanho da terra “engolirá” as suas tentativas. Ele tem muitas outras questões com as quais lidar e muitas outras coisas em sua mente.

Consequentemente, parece realista concluirmos que há alguns países ou lugares na terra onde os cristãos estarão um pouco mais seguros. Poderá haver lugares onde o poder e a influência do Anticristo será menor. Não estou falando aqui de um tipo de total imunidade contra perseguição, mas sobre lugares que serão menos impactados pelos planos do Anticristo.

De acordo com a Bíblia, deve haver “um lugar preparado por Deus” para onde essa mulher é capaz de fugir (vs. 6). Esse “lugar” (singular na Bíblia) poderia, na prática, ser muitos diferentes lugares ao redor do mundo. Ou poderia ser um continente ou alguma área mais ampla, a qual inclui vários países diferentes. (As “asas de uma grande águia”, no verso 14, poderia referir-se, possivelmente, a aeronaves).

Logicamente, essas localidades estariam em países que são autossuficientes de energia. Eles seriam lugares que não dependem do petróleo estrangeiro. Ou eles produziriam suficiente petróleo por conta própria ou teriam outras alternativas para usar como combustível. Eles poderiam ser áreas com uma ampla população cristã que resistiria à pressão para matar crentes e judeus. Eles estariam distantes, isto é, isolados das outras partes do mundo.

Eles seriam provavelmente países que não são considerados “chaves” nas economias globais. Seria útil se eles tivessem sistemas monetários e/ou bancários que não fossem completamente dependentes do resto do mundo. Esses países também seriam provavelmente menos desenvolvidos. Tais poderiam ser os lugares (ou “lugar”) que estarão sendo preparados por Deus para abrigar alguns dos Seus, daquilo que está por vir.

Tais nações ou áreas de segurança provavelmente teriam agricultura local em abundância. Elas deveriam ter um sistema de produção e distribuição de comida que não dependesse muito do transporte para longas distâncias. Elas, provavelmente, gerariam a sua própria eletricidade.

Em resumo, elas seriam lugares que são menos dependentes do restante do mundo para o seu viver diário. Esses seriam bons lugares para onde fugir quando se torna necessário.

Uma parte do mundo que tem sido uma área de refúgio, historicamente, é a América Central e a América do Sul. Algumas nações dessas regiões produzem petróleo. Muitas cultivam a sua própria comida e fabricam uma boa parte de outras mercadorias necessárias.

Essa região não é central para a economia mundial e é, de certa forma, isolada em termos de distância. Política e militarmente, ela não é central à ordem do mundo atual. Eu certamente não quero com isso ofender os cidadãos desses países ao dizer isso. Acho apenas que estes podem ser bons lugares a serem levados em conta por crentes que precisam fugir.

Curiosamente, esse local de relativa segurança é um lugar “preparado por Deus”. Isso significa que Ele arranjou tudo em termos de posição geográfica, autossuficiência de petróleo, produção de comida etc., para proteger o Seu povo que fugir para lá. A estratégia geral aqui não é algo que um homem ou um grupo de homens planejou.

Isso não será o resultado de algum novo movimento cristão. Ao invés disso, é algum lugar que Deus tem providenciado. Ele não é resultado de preparação humana, tal como provisão de comida, ou compra de terras, mas algum lugar que o nosso Senhor tem preparado.

Creio que seja extremamente imprudente pensar em qualquer lugar dentro dos Estados Unidos como um lugar de refúgio. Aquele país já é o foco do ódio das nações do Oriente Médio. De acordo com o raciocínio no livro Babilônia, os Estados Unidos serão, provavelmente, atacados por armas nucleares e amplamente destruídos.

A consequência de um ataque assim produziria morte, devido à contaminação nuclear, fome e muita criminalidade e confusão. Aquele país não seria seguro. Ele não seria considerado como um “lugar preparado por Deus.”

Além disso, é muito possível que depois de tal ataque nuclear, outras nações que estão famintas por terra possam invadir os Estados Unidos. Algumas, tais como a China, poderiam nem dar muita atenção à segurança de suas tropas com relação à radiação residual, mas serem meramente motivadas pelo pensamento de conseguir um enorme pedaço de terra arável. A China e outros países têm áreas para a agricultura menos amplas e poderiam decidir que eles deveriam se aproveitar da situação.

Pode soar algo absurdo hoje, mas é muito possível que, com os EUA subjugados, vários outros países, incluindo o México, a Rússia, a China e outros, enviassem tropas para “ajudar” e/ou “restaurar a ordem”. Pense nisso: Se alguma catástrofe como essa acontecesse a outro país, os EUA enviariam tropas para “socorrer” ou “restaurar a ordem”? Certamente que sim. Portanto, as outras nações agirão assim também.

Muitos americanos sobreviventes poderiam considerar essas tropas como “invasoras”. Tal situação provocaria mais confusão e, provavelmente, uma guerrilha. Isso seria especialmente verdadeiro se estas outras nações estivessem sob a influência do Anticristo e comprometidas a ajudá-lo a cumprir os seus planos de exterminar os crentes. Com certeza, esse não seria um lugar de refúgio “preparado por Deus”.


QUE TIPO DE PESSOAS?



O que temos discutido é, ao mesmo tempo, sério e assustador. Neste livro, temos uma palavra de alerta. Percebemos que o nosso tempo é curto. Portanto, “Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade” (2 Pe 3:11). Uma vez que o nosso Senhor vai retornar a esta terra, muito provavelmente “nesta geração”, como deveria este conhecimento afetar o nosso modo de vida?

Creio que seria preciso que todos nós gastássemos um momento e considerássemos as seguintes perguntas: Quais são as nossas prioridades? Quais são as nossas metas? O que estamos buscando alcançar com o nosso tempo, energia e dinheiro? Como estamos usando os dons que Deus nos deu?

Estamos nós, como servos fiéis, investindo de uma forma que agradará o nosso Mestre quando Ele vier? Estamos construindo o Seu reino? Estamos servindo o Seu corpo? As nossas vidas são um testemunho de humildade, pureza e amor? Ou estamos nós servindo principalmente a nós mesmos e buscando alcançar os nossos próprios interesses e prioridades, enquanto deixamos a busca e o serviço a Deus em segundo lugar em nossas vidas?

Se não podemos honestamente dizer que Deus é a nossa prioridade número um, então, é tempo de nos arrependermos. O Seu Reino está próximo! Muito brevemente, nossa fé e compromisso com Ele e com o Seu povo vai ser testado – severamente testado. Esse teste será baseado no nosso amor por Deus e no nosso amor uns pelos outros. Ele vai mostrar se nós estamos ou não dispostos a morrer por Ele e/ou por outros crentes, nossos irmãos e irmãs em Cristo.

Nós negaremos a Jesus e trairemos nossos irmãos e irmãs ou seremos fiéis até à morte? Nós vamos concordar com o programa do Anticristo para preservar o nosso estilo de vida atual? Entregaremos outros para salvar a nossa própria pele? Estaremos dispostos a sofrer e, até mesmo, morrer? Será melhor pra você, se resolver essas questões essencias em seu coração hoje.

Este escritor está convencido de que o que o futuro contém não será nem agradável nem fácil. Talvez nós tenhamos apenas uns poucos anos a mais de relativa paz para acertarmos os nossos corações com Deus, fazer a vontade Dele e cumprir os propósitos para os quais Ele nos criou.

Não há absolutamente qualquer tempo a perder! Talvez já tenhamos desperdiçado uma parte do precioso tempo de Deus. Possivelmente já estejamos “cansados de fazer o bem” (Gl 6:9), ou desencorajados pela apatia de outros, pela falta de “sucesso” ou dificuldades que temos encontrado.

Deus certamente nos perdoará pelo que é passado, mas o futuro está diante de nós. Definitivamente, é tempo de restabelecer as mãos decaídas e os joelhos trôpegos; e fazer caminhos retos para os nossos pés, para que não se extravie o que é manco, antes seja curado (Hb 12:12,13).

Uma coisa a ser feita imediatamente é cortar de vez o nosso envolvimento com qualquer coisa e tudo aquilo que sabemos não ser da vontade de Deus. Ninguém terá que lhe dizer o que é. Você, sem dúvida, já sabe em seu coração o que é que você tem na sua vida que não O agrada. Você sabe o que é que o envergonhará se Ele vier hoje, agora. Quando você se arrepender destas coisas, você encontrará o perdão Dele.

A coisa seguinte a ser feita é rededicar a sua vida a Ele. Decida firmemente, e, então, declare a Ele que você dedicará o resto da sua vida a Ele e a fazer a Sua vontade. Ainda não é tarde demais. Enquanto o tempo ainda se chama “hoje” (Hb 3:7), faça o que você sabe que deve fazer para renovar o seu relacionamento com Ele e comece, de hoje em diante, a fazer a Sua vontade.

Ainda há tempo hoje. Há tempo para servir a Jesus entregando nossas vidas para servir a outros em Seu nome. Há ainda bastante luz do dia para fazer as obras de Deus (Jo 9:4). Aproveite este fato ao máximo!

Quando a perseguição começar, será muito difícil viajar, pregar, ensinar e evangelizar. O trabalho do Senhor se tornará complicado por muitas barreiras e dificuldades. Guerras e agitação farão com que seja muito difícil completar o que Deus lhe deu para fazer. Então, mova-se agora! Use o tempo ainda disponível e tire o máximo proveito disso! Comece hoje a colocar de lado as coisas que lhe têm impedido de fazer o trabalho que o Senhor lhe chamou para fazer. Não o adie mais. Nós devemos estar “remindo o tempo, porque os dias são maus” (Ef 5:16).


NÃO DEVEMOS CAMINHAR EM TREVAS



Não é a vontade de Deus que Seus filhos estejam nas trevas. Paulo nos ensina isso: “Mas, vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse dia como ladrão vos apanhe de surpresa” (1 Ts 5:4). Portanto, crentes que estiverem em íntima comunhão com Jesus verão o que está por vir. Ele nos mostrará isso. O que está por vir não deve ser surpresa para nenhum crente.

Os filhos de Deus não devem estar numa posição tal que sejam controlados pelos “cuidados desta vida” e, então, aconteça que aquele dia “venha sobre [eles] inesperadamente” (Lc 21:34). Ao contrário, andando em intimidade com o Senhor, nós devemos estar profundamente cientes dos sinais dos tempos, que estão se descortinando diante de nós (Mt 16:3).

À medida que compreendemos os tempos, nós podemos, então, ajustar as nossas vidas para que estejam mais perfeitamente alinhadas com a vontade de Deus nestes últimos dias. Andando em intimidade com o Senhor, nós estarmos prontos para o que está por vir. Os eventos que virão sobre a terra não devem servir como desânimo para nós, mas como um encorajamento.

Jesus, após ensinar os Seus discípulos a respeito dos sinais dos tempos e o fim dos séculos, disse: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc 21:28). Saber que a nossa vida de luta e combate, nosso labor, nossas frustrações e nossas dores vão terminar em breve deve ser um encorajamento para nós.

Assim, tal como um corredor de maratonas vê a linha de chegada e aperta o ritmo para terminar à frente, assim nós também temos a oportunidade de ver o fim chegando e dar a nossa última arrancada em direção à meta final.

Naturalmente, ninguém quer sofrer. É simplesmente nossa tendência humana querer evitar qualquer dor ou dificuldade, se nós pudermos. O nosso pai celestial também não gosta de ver os Seus filhos sofrerem. No entanto, os “tempos de angústia” que estão por vir sobre a terra atenderão a dois propósitos de Deus.

Um propósito, ao enviar os Seus julgamentos sobre os perversos, é que isso possa ajudar alguns deles a se voltar para Ele, devido aos seus sofrimentos. Uma prova de que o Seu amor pelos perversos ainda existe é que em meio aos Seus julgamentos sobre a terra, Ele enviará um anjo para pregar o Evangelho a eles do meio do céu (Ap 14:6).

O segundo propósito é purificar os Seus próprios filhos, ao permitir que eles sofram perseguição. É um fato triste, mas verdadeiro, que a igreja dos nossos dias não é perfeita. Ela não é “sem mácula ou ruga” (Ef 5:27). Na verdade, a situação é sinceramente lamentável. Quanto mais você olha, mais problemas você pode ver. O número dos crentes envolvidos em egoísmo e pecado está além da conta. Assim, Deus usará o tempo de provação que está por vir para testar, refinar e purificar os Seus filhos e filhas.

Este será um tempo que beneficiará aqueles crentes que voltarem os seus corações para Deus em meio a isso. Através da fornalha da aflição, crentes serão purificados, durante o período da tribulação. Aqueles que não buscaram a Deus antes desse tempo terão uma oportunidade de fazê-lo. Qualquer crente que não aproveitou o seu tempo para se tornar mais parecido com Jesus precisará de um pouco de aquecimento e pressão para refiná-lo, rumo à perfeição.

O período de provação que está por vir será uma das formas de Deus cumprir os Seus propósitos para com o Seu povo. Ele usará essas coisas para o nosso bem e para levar adiante o Seu eterno plano, à medida que nos voltamos para Ele nas horas da tribulação.

Por favor, lembre-se, mais uma vez, que a palavra “tribulação” no Novo Testamento não se refere aos julgamentos de Deus sobre o mundo, mas àquilo que o Anticristo fará aos crentes e aos judeus.


DIGNOS DE ESCAPAR



Mas pode ser que esta intensa purificação não seja a mesma para todos os cristãos. Dependendo de onde os crentes vivem e de como é o relacionamento deles com Jesus, a intensidade desta perseguição pode variar. É possível que para alguns, haja um modo de escapar. Nós encontramos uma dica disso no Evangelho de Lucas, onde lemos: “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder, e estar em pé na presença do Filho do homem” (Lc 21:36).

Esse “escapar” pode ser efetivado de diversas formas. Parece que há alguns poucos cujas vidas são tão agradáveis a Deus que eles não precisarão do teste e purificação que estão por vir. Alguns já estão vivendo uma vida de retidão. Suas vidas já são purificadas e preparadas. Portanto, Deus não precisará permitir que eles passem pelo tempo de provação.

Se você estiver pronto para encontrar o noivo, tendo as suas roupas sem manchas e brancas, então, talvez, não haja a necessidade de testes e provas de fogo. Um verso que dá suporte a essa ideia é encontrado em Apocalipse 3:10. Aqui Jesus diz a alguns crentes fiéis: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra”.

Desse modo, vemos que uma boa maneira de evitar o período de perseguição e tribulação que está por vir é permitir que Deus purifique a sua vida hoje. Se Deus considerar que você está maduro – que a sua vida é completamente agradável a Ele – você tem Sua promessa de que Ele o protegerá daquilo que está por vir. Ele “o guardará na hora da provação” (Ap 3:10).

Isso significa que haverá um arrebatamento parcial antes da tribulação? Eu não sei dizer. Entretanto, tal “arrebatamento” não é realmente necessário para cumprir esse verso. Parece muito claro que Deus encontrará uma maneira de remover e/ou proteger do perigo os Seus seguidores fiéis. Como Ele fará isso, não é explicado.

Uma possibilidade seria através da morte. Embora muitos temam a morte e olhem para ela de forma negativa, o ponto de vista de Deus não é assim. Nós lemos: “O justo perece, e ninguém pondera isso em seu coração; homens piedosos são tirados, e ninguém entende que os justos são tirados para serem poupados do mal [que está por vir]” (Is 57:1-NVI). Você percebe, Deus pode, e vai dar um jeito de levar alguns de Seus filhos para casa antes que os eventos futuros se tornem intensos.

Há também uma outra possibilidade. Pode ser que alguns dos justos tenham a pré-visão e sabedoria para fugir para aquele “lugar” de refúgio o qual Deus preparou, antes que as coisas se tornem muito ruins. Esse é o “lugar” sobre o qual falamos antes. É algum lugar que Deus tem preparado para este propósito específico. Uma tradução de Lucas 21:36, texto já citado, sugere tal possibilidade. Ao invés de serem “considerados dignos” de escapar, alguns textos bíblicos antigos trazem: “possam ter força para escapar”.

Essa tradução sugere a possibilidade de que alguns terão a pré-visão espiritual e direção divina para encontrarem um lugar seguro. Essa compreensão também coincidiria com o verso em Provérbios, que diz: “O prudente vê o mal, e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena” (Pv 22:3).

Essas passagens revelam a possibilidade de Deus guiar os Seus servos nos últimos dias a tomarem iniciativas que protegeriam a si mesmos e a suas famílias da pior perseguição que está por vir. Isso mostraria que tal pessoa é “prudente”. Entretanto, os caminhos de Deus são sempre mais altos do que os nossos e é difícil imaginar como Ele pode guiar os Seus filhos.

É bem possível que Ele use todos os meios acima (juntamente com outros que num imaginamos) para proteger desses dias maus, aqueles que O amam acima de todas as coisas.

Este livro não pretende ser uma dissertação completa da profecia do fim dos tempos. Nosso objetivo aqui foi olhar o Anticristo de perto, os eventos que levarão ao seu aparecimento e as coisas que poderão acontecer em seguida.

Saber o que está por vir ajudará a todos nós a olhar para a direção correta, de tal forma que não tenhamos a vista obscurecida pelo futuro. Caminhando na luz de Deus, podemos ver como as coisas estão se desenrolando e, então, podemos tomar quaisquer passos de preparação necessários que Deus possa nos mostrar. Que Deus lhe acrescente a Sua unção e bênção, enquanto você medita nessas coisas.